A temporada de cruzeiros 2026/2027 no Brasil começou com transtornos inesperados a bordo do navio Buenavista. A embarcação, que partiu do Porto de Santos (SP), apresentou uma série de falhas que frustraram os passageiros, incluindo piscinas vazias, chuveiros sem água quente e dificuldades na operação de serviços básicos.
Medidas de compensação aos hóspedes
Diante da repercussão negativa, a companhia espanhola Corazul, em conjunto com a R11 Travel, distribuidora oficial da marca no Brasil, anunciou um pacote de reparação para os clientes afetados. Os passageiros pagantes que se sentiram prejudicados possuem duas alternativas: receber um crédito de 50% do valor investido para uma nova reserva ou optar pelo reembolso integral, acrescido de um bônus de 25% para ser utilizado em outro cruzeiro dentro da mesma temporada.
Segundo a R11, a decisão foi tomada após a identificação de falhas recorrentes de manutenção nas cabines, o esvaziamento das piscinas e a necessidade urgente de ajustar a dinâmica dos restaurantes ao perfil do consumidor brasileiro. A empresa assegurou que as irregularidades foram corrigidas para as viagens subsequentes.
Relatos de problemas a bordo
A viagem inicial, que percorreu o trajeto entre Santos, Rio de Janeiro e Búzios, foi marcada por uma lista extensa de queixas. Além da ferrugem visível no casco logo na chegada ao terminal, os passageiros enfrentaram atrasos no embarque e problemas estruturais. Entre as principais reclamações registradas estão:
- Goteiras e falhas no ar-condicionado;
- Falta de tripulantes e confusão em bares e restaurantes;
- Ausência de água potável em momentos críticos;
- Fechaduras eletrônicas com baterias descarregadas;
- Cassino indisponível para uso;
- Redução do tempo de escala em Búzios.
Estrutura e histórico da embarcação
O navio Buenavista, de bandeira das Bermudas, possui 260 metros de comprimento e 13 conveses, com capacidade para 2.140 passageiros. A estrutura conta com 939 cabines, cinco restaurantes e sete bares, além de áreas de lazer como teatro, spa e clubes voltados ao público infantil e adolescente.
Com 31 anos de operação, o navio possui uma trajetória extensa no setor marítimo. Inaugurado em 1995 como Oriana, sob gestão da P&O Cruises, a embarcação foi rebatizada como Piano Land em 2019, quando operou para a empresa chinesa Astro Ocean. Recentemente, passou por preparativos em Hong Kong antes de ser integrado à frota da Corazul, companhia que iniciou suas atividades no início de 2026. Apesar dos contratempos, a operadora reforça que o cronograma da temporada brasileira segue mantido sem alterações.
Fonte: G1 Geral