O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, impôs uma proibição ao presidente eleito, Abelardo de la Espriella, de tomar posse em instalações militares. A decisão foi anunciada no domingo, 12 de julho de 2026, e a cerimônia de posse está agendada para 7 de agosto.
De la Espriella havia solicitado ao Congresso a possibilidade de realizar a cerimônia em uma unidade das Forças Armadas, preferencialmente fora de Bogotá. No entanto, Petro enfatizou que a lei colombiana determina que as posses presidenciais devem ocorrer no Congresso, na capital.
Em sua declaração, Petro afirmou: “Os quartéis militares e policiais permanecem sob meu comando até o momento em que o novo presidente prestar juramento; até então, sou o Comandante Supremo das Forças Armadas. Nenhum oficial saúda um civil a menos que esse civil seja seu Comandante Supremo”. Ele reforçou sua posição ao afirmar que “nenhuma instalação militar seja usada para a posse de um presidente da República da Colômbia”, citando a Constituição de 1991.
O clima político na Colômbia se tornou tenso após as eleições presidenciais. Petro antecipou sua despedida do governo para 20 de julho, data que coincide com a celebração da independência do país. De la Espriella, por sua vez, acusou Petro de articular um “golpe de Estado” para se manter no poder após o término de seu mandato.
Além disso, a transição de poder já estava comprometida, com o presidente eleito suspendendo o processo de transição com a equipe de Petro. As tensões entre os dois líderes refletem um cenário político conturbado, marcado por desconfiança e disputas de poder.
Declarações de Gustavo Petro:
“A lei determina a sede oficial do Congresso; é em uma sessão do Congresso que o novo presidente deve tomar posse, assim como eu e todos os outros.”
“Os quartéis militares e policiais permanecem sob meu comando até o momento em que o novo presidente prestar juramento.”
“As leis não são feitas em quartéis; quartéis são para operações de segurança destinadas a defender o povo e suas vidas.”
“A soberania nacional foi violada por estrangeiros que usurparam o direito do povo de escolher livremente.”
“Enquanto eu for presidente, defenderei as leis e a Constituição de um povo soberano.”
Fonte: poder360.com.br