A reforma tributária que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 promete transformar o cenário fiscal das empresas brasileiras. Com a proposta de substituir tributos e unificar legislações, a mudança visa simplificar o sistema tributário, mas também apresenta desafios significativos que exigem planejamento e adaptação.
A seguir, exploramos dez vantagens e dez desafios que a nova legislação traz para o ambiente empresarial.
Vantagens da reforma tributária
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Simplificação e unificação
A reforma propõe a redução do número de tributos e a adoção do modelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), permitindo que cada empresa recolha apenas o imposto referente ao valor que adicionou ao produto ou serviço.
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Redução de custos operacionais
Com a expectativa de que o tempo gasto com burocracia fiscal caia de 1.500 para cerca de 160 horas anuais, as empresas poderão se aproximar dos padrões da OCDE.
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Não cumulatividade ampla
O novo sistema garante que todas as compras tributadas gerem crédito, eliminando a cumulatividade de impostos em diversos casos.
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Tributação por fora
Os consumidores poderão ver claramente o que pagam em impostos, eliminando o cálculo que eleva artificialmente as alíquotas.
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Redução do contencioso
Espera-se uma diminuição nas disputas tributárias, que atualmente representam 75% do PIB, especialmente em casos de tributação pelo estado ou município.
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Crédito em tempo real
O modelo de “split payment” permitirá a liberação imediata do crédito tributário, beneficiando o fluxo de caixa das empresas.
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Fim da guerra fiscal
Os governadores não poderão mais conceder benefícios fiscais que impactem negativamente os estados vizinhos.
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Modelo híbrido no Simples Nacional
A reforma permitirá que micro e pequenas empresas adotem um modelo híbrido, facilitando a geração de créditos sobre despesas.
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Portal com declaração pré-preenchida
As empresas terão acesso a um portal que informará automaticamente os valores devidos e os créditos disponíveis.
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Desoneração de exportações e investimentos
Regras serão estabelecidas para garantir a devolução automática de créditos, evitando retenções prolongadas.
Desafios da reforma tributária
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Transição longa e dualidade de sistemas
As empresas precisarão operar em dois sistemas até 1º de janeiro de 2033, o que pode gerar confusão e custos adicionais.
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Impacto no fluxo de caixa
Com o “split payment”, as empresas não poderão mais utilizar o imposto pago pelo cliente para fazer caixa antes de repassá-lo ao fisco.
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Aumento de carga em setores específicos
O setor de serviços pode enfrentar um aumento na carga tributária, enquanto a indústria e a agropecuária devem perceber uma redução, levantando preocupações sobre a inflação.
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Alíquota elevada
Os consumidores poderão perceber que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias sobre consumo do mundo, com alíquotas médias em torno de 20%.
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Investimento em tecnologia e incertezas
A implementação da reforma exigirá investimentos significativos em tecnologia e sistemas para acompanhar as mudanças.
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Indefinições por parte do governo
A alíquota da CBS para 2027 ainda não foi definida, e haverá novas versões de regulamentos fiscais.
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Exceções
O tratamento diferenciado para certos setores pode levar à banalização de benefícios fiscais.
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Julgamento do contencioso
Decisões judiciais divergentes sobre CBS e IBS podem complicar ainda mais o cenário tributário.
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Fim de benefícios fiscais
A dependência de um fundo de desenvolvimento pode impactar a atração de empresas para regiões menos desenvolvidas.
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Desafios para o Simples Nacional
A gestão tributária se tornará mais complexa e custosa para as empresas no modelo híbrido.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – EDUARDO CUCOLO
Fonte: eshoje.com.br