O Rio Grande do Norte celebrou o Dia Nacional da Caatinga, em 28 de abril, com a criação do Refúgio Serra das Araras, a maior unidade de conservação do bioma no estado. Com uma extensão de 12 mil hectares, a nova unidade abrange os municípios de Cerro Corá, São Tomé e Currais Novos, uma região reconhecida por sua rica biodiversidade no Seridó.
As Unidades de Conservação de Proteção Integral, como é o caso do Refúgio, são essenciais para a proteção de ambientes naturais que sustentam a reprodução e a sobrevivência de diversas espécies de flora e fauna. A utilização dos recursos é permitida de forma indireta, com foco em atividades como pesquisa científica e educação ambiental, sempre respeitando o plano de manejo estabelecido.
Importância da nova unidade de conservação
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, enfatizou a relevância da iniciativa. Em suas palavras, a criação da unidade representa um esforço para proteger um dos biomas mais significativos do Brasil e do Nordeste.
“Estamos criando mais uma unidade de conservação no Rio Grande do Norte. Isso significa desenvolver ações para cuidar e proteger o bioma da Caatinga.”
Avanços na política ambiental
Werner Farkatt, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, destacou que a nova unidade é um avanço significativo na política ambiental do estado. Ele ressaltou a importância de ouvir a população e os grupos envolvidos para alinhar estratégias que favoreçam a preservação.
“Será a maior unidade na Caatinga, sobrepondo o Geoparque Seridó, o que favorece a preservação dos geossítios e da fauna e flora locais.”
Benefícios para a comunidade local
O Refúgio Serra das Araras não apenas protege a biodiversidade, mas também valoriza modos de vida tradicionais e gera oportunidades de emprego e renda por meio do turismo ecológico. Atividades como a observação de aves são exemplos de como a nova unidade pode beneficiar a economia local.
* Com produção de Madson Euler.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br