Balanços 4T25: O Santander divulgou suas projeções para a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025, antecipando um cenário predominantemente positivo para as empresas brasileiras sob sua cobertura. O banco projeta um aumento médio na receita líquida, Ebitda e lucro líquido, e destaca tanto oportunidades de valorização quanto possíveis alertas no mercado de ações.
O Santander projeta um crescimento médio de 3% na receita líquida das empresas para o 4T25.O Ebitda deve aumentar em cerca de 4%, com o lucro líquido podendo registrar um salto de até 19%.Sete empresas são apontadas com potencial de surpresas positivas, enquanto quatro podem apresentar resultados abaixo do esperado.
Santander Detalha Projeções para os Balanços do 4T25
A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 já começou e a expectativa dos estrategistas do Santander é de um crescimento anual robusto. Eles esperam um aumento médio de 3% na receita líquida e de 4% no Ebitda.
O lucro líquido das companhias também deve impressionar, com uma projeção de crescimento de aproximadamente 19%. O banco está atento às oportunidades de ganho no movimento das ações durante a divulgação desses números.
Apostas de Alta: Sete Empresas com Desempenho Promissor
Para a Aura Minerals (AURA33), o Santander prevê resultados fortes impulsionados por preços e produção sólida, com Ebitda estimado em US$ 211 milhões, um aumento de 39% em relação ao trimestre anterior.
A construtora Cyrela (CYRE3) pode ter alta na receita líquida, projetada em R$ 2,9 bilhões. Isso se deve ao reconhecimento de receitas de projetos que tiveram cláusulas suspensivas removidas.
A Embraer (EMBJ3) é outra aposta positiva, com forte aceleração nas entregas. A empresa entregou 53 jatos executivos e dois cargueiros C-390 Millennium.
No setor de saúde, a Fleury (FLRY3) deve crescer cerca de 11% em receita, impulsionada pelos segmentos de PCS e novas parcerias. O lucro líquido pode surpreender positivamente o mercado.
O Nubank (ROXO34) é esperado para superar as estimativas com um lucro líquido contábil de US$ 901 milhões. A expansão da carteira de crédito e melhores números no México contribuem para essa projeção.
A Ser Educacional (SEER3) deve apresentar um fluxo de caixa modesto, mas positivo, o que é atípico para o período. A receita líquida da companhia deve crescer cerca de 8%.
O varejo farmacêutico, representado por RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3), seguirá forte. Impulsionado pelos GLP-1, o setor projeta SSS de 8,1% para a RD Saúde e 17,1% para a Pague Menos.
Alertas de Queda: Quatro Companhias sob o Radar Negativo
Apesar de um esperado aumento no lucro líquido para R$ 4,6 bilhões, o Banco do Brasil (BBAS3) pode ver sua rentabilidade pressionada. A inadimplência no agronegócio e o alto volume de provisões são os principais desafios.
Para a EzTec (EZTC3), o Santander prevê uma queda de 37% na receita líquida, atingindo R$ 265 milhões. A ausência de projetos anteriores e o atraso no reconhecimento de lançamentos são fatores determinantes.
A Randoncorp (RAPT4) deve ter um trimestre mais discreto, de acordo com as análises do banco. A expectativa é de um desempenho ‘morno’ para a companhia.
O Que os Investidores Podem Esperar no Mercado
A temporada de balanços do 4T25 é um período crucial para os investidores avaliarem o desempenho das empresas e ajustarem suas estratégias. As projeções do Santander oferecem um mapa detalhado dos potenciais ganhadores e perdedores, permitindo decisões mais informadas.
Acompanhar de perto os resultados e a comunicação das empresas será fundamental. As tendências apontadas pelo banco podem ditar o ritmo de valorização ou desvalorização de importantes papéis na Bolsa brasileira.
Perguntas Frequentes
P: Qual a projeção do Santander para o lucro líquido no 4T25?
R: O Santander projeta um crescimento de aproximadamente 19% no lucro líquido das empresas de sua cobertura no quarto trimestre de 2025.
P: Quais são os principais desafios para o Banco do Brasil no 4T25, segundo o Santander?
R: A rentabilidade do Banco do Brasil deve ser pressionada pela deterioração da inadimplência no agronegócio e pelo alto volume de provisões, além de um guidance de recuperação lenta dos lucros para 2026.
Fonte: https://www.infomoney.com.br