A noite caiu e, assim como um personagem à procura de algo sob a luz de um poste, o Brasil enfrenta uma busca desesperada por soluções para sua economia em crise. A metáfora é clara: muitos se concentram em soluções que parecem óbvias, mas que, na verdade, não resolvem o problema central.
Nos últimos anos, o país tem perdido o brilho econômico, deixando sua população angustiada e perplexa. A busca por recuperação tem se limitado a três áreas principais: aumento de tributos, redução de direitos e cortes em serviços públicos. Essas abordagens, embora atrativas à primeira vista, não oferecem soluções duradouras.
A carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo, prejudicando a produção e contribuindo para a informalidade da economia. Reduzir direitos, por sua vez, tem gerado uma sociedade mais amarga e conflituosa, enquanto os serviços públicos continuam a ser sucateados. Portanto, é necessário buscar alternativas fora do que está à vista.
Um ponto crucial é a gestão da dívida pública. Atualmente, entre 30% e 40% da arrecadação tributária é destinada ao pagamento de juros, que estão entre os mais altos globalmente. É vital explorar soluções inovadoras para esse problema, especialmente considerando a riqueza do Brasil.
Outro aspecto a ser considerado é a redução do chamado “Custo Brasil”, que inclui a burocracia excessiva e a falta de estabilidade jurídica. A simplificação dos processos e a revisão das matrizes energética e de transportes podem fortalecer o mercado interno e revitalizar a indústria nacional.
Essas mudanças poderiam resultar em um povo mais unido e preparado para enfrentar os desafios do século XXI. No entanto, é fundamental lembrar que as soluções não estão à vista, sob a luz do poste, mas sim em locais menos explorados e mais complexos.
Fonte: eshoje.com.br