Listada na Nasdaq, a venda de 555,56 milhões de ações a um preço inicial de US$ 135 pode tornar a SpaceX uma das empresas de capital aberto mais valiosas do mundo, com um valor estimado de cerca de US$ 1,77 trilhão.
Esse IPO histórico pode elevar o status de Elon Musk, de homem mais rico do mundo a primeiro trilionário do planeta.
Participam do IPO 23 instituições, incluindo Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA, Citigroup e JPMorgan, com o banco BTG Pactual sendo o único brasileiro na operação, conforme o prospecto divulgado.
Apesar da oferta pública, Musk ainda controlará metade das ações da empresa, com papéis de Classe B que conferem maior poder de voto. Assim, ele terá 82,4% do controle de voto.
O IPO atraiu US$ 70 bilhões em pedidos de varejo, segundo a Bloomberg News, indicando forte demanda por parte de investidores individuais.
A expectativa, no entanto, é que apenas 20% desses investidores sejam atendidos inicialmente, o que pode impactar o preço das ações em função da alta demanda.
A magnitude do IPO destaca a estrutura interconectada do império empresarial de Musk, que abrange a montadora de carros elétricos Tesla e negócios em inteligência artificial e implantes de chips cerebrais.
Além disso, este movimento é um passo significativo rumo à comercialização de viagens espaciais e aos planos ambiciosos de estabelecer postos humanos na Lua e em Marte, refletindo a concentração de riqueza em empresas de tecnologia.
Fundada em 2022, a SpaceX inicialmente focava na construção de foguetes e transporte de cargas ao espaço. Quase 20 anos depois, após a fusão com a Starlink, passou a oferecer serviços de internet via satélite.
Neste ano, a empresa também se fundiu com a xAI, startup de inteligência artificial de Musk, avaliando a SpaceX em US$ 1 trilhão e a desenvolvedora do chatbot Grok em US$ 250 bilhões.
O último balanço divulgado pela empresa reportou uma receita de US$ 4,69 bilhões, em comparação com US$ 4,07 bilhões no ano anterior, enquanto o prejuízo foi de US$ 1,27 por ação, em contraste com US$ 0,18 no ano anterior.
Além da listagem na Nasdaq, a B3, bolsa de valores brasileira, oferecerá parte dos ativos aos investidores brasileiros na forma de BDRs (Brazilian Depositary Receipts).
Os BDRs são certificados negociados no mercado brasileiro que representam ativos emitidos no exterior.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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