O ajuste no Plano Anual de Financiamento (PAF) também incluiu uma redução na participação dos títulos atrelados à inflação, que agora deve ficar entre 21% e 25%, em comparação aos 23% a 27% projetados anteriormente. Já os títulos prefixados terão sua participação ajustada para 20% a 24%, uma leve queda em relação à faixa anterior de 21% a 25%.
O Tesouro justificou a elevação da participação de títulos atrelados à Selic como uma resposta a um ambiente de maior volatilidade e taxas de juros elevadas. Essa situação tem levado os investidores a preferirem instrumentos de menor duração e menor sensibilidade às oscilações das taxas de juros. A persistência da volatilidade, tanto no cenário local quanto internacional, tem dificultado a emissão de títulos de prazo mais longo.
“A revisão busca preservar a exequibilidade da estratégia de financiamento do Tesouro Nacional, reforçando a transparência dos parâmetros de referência e contribuindo para o regular funcionamento do mercado de títulos públicos”, afirmou o órgão em comunicado.
Em julho, a fatia de títulos atrelados à Selic no estoque da dívida pública foi de 51,1%, superando os 49,3% registrados em junho. Em agosto, esses papéis representaram 57,3% das emissões do mês, embora abaixo dos 63,1% de julho. Apesar das mudanças, o Tesouro mantém a expectativa de que o estoque da dívida pública federal feche 2026 entre R$9,7 trilhões e R$10,3 trilhões.
O custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses caiu de 12,68% ao ano em junho para 12,45% em julho, enquanto o custo das novas emissões de títulos da dívida interna também teve uma leve queda, passando de 14,20% para 14,10% ao ano.
O Tesouro Nacional afirmou que as metas para o percentual de títulos a vencer em 12 meses permanecem entre 18% e 22%, e o prazo médio da dívida pública federal está projetado entre 3,7 e 4,1 anos. O órgão continua monitorando o mercado e ajustando suas estratégias conforme necessário para garantir a estabilidade financeira.
Essas mudanças no perfil da dívida pública refletem não apenas a adaptação do Tesouro às condições econômicas atuais, mas também um esforço para manter a confiança dos investidores em um cenário de incertezas.
Fonte: infomoney.com.br
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