Folarin Balogun, jogador da seleção dos Estados Unidos, teve sua punição de expulsão revertida após uma intervenção do presidente Donald Trump. O atleta, que obteve cidadania norte-americana por nascimento, nasceu em Nova York, filho de uma mãe nigeriana que não conseguiu retornar ao seu país durante a gravidez. Balogun cresceu no Reino Unido e, em 2023, decidiu representar os EUA no futebol internacional.
Embora Trump tenha defendido Balogun, ele é conhecido por criticar a cidadania por nascimento, tendo tentado restringir esse direito em diversas ocasiões. Em 30 de junho de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um decreto do presidente que negava a cidadania a filhos de imigrantes ilegais ou turistas nascidos no país, com uma votação de 6 a 3.
A expulsão de Balogun
No jogo contra a Bósnia e Herzegovina, realizado em 1º de julho, Balogun recebeu um cartão vermelho e, inicialmente, ficaria fora das oitavas de final. O árbitro brasileiro Raphael Claus consultou o VAR antes de tomar a decisão. Contudo, no dia 5 de julho, a FIFA decidiu suspender a punição, permitindo que o atacante, artilheiro da seleção dos EUA na competição com três gols, jogasse contra a Bélgica no dia 6 de julho.
A federação de futebol belga e a UEFA emitiram notas criticando a decisão da FIFA, considerando-a “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. A federação belga também recorreu à FIFA, mas o pedido foi rejeitado.
Trump, por sua vez, afirmou ter contatado o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo a revisão da suspensão e chamou o árbitro Claus de “suspeito”. Infantino confirmou a ligação, mas ressaltou que os órgãos judiciais da FIFA são independentes. “O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições”, afirmou Infantino.
A intervenção de Trump levantou questões sobre a autonomia da FIFA e a proibição de interferência governamental no futebol. Os estatutos da organização exigem que suas federações-membro atuem de forma independente, sob pena de punições como suspensão ou exclusão.
A Copa do Mundo e sua estrutura
A Copa do Mundo, um evento esportivo privado com fins lucrativos, ocorre a cada quatro anos sob a organização da FIFA. As seleções se classificam por meio de eliminatórias, e a escolha da comissão técnica e dos jogadores é feita por entidades privadas. No Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é responsável por definir o treinador e os jogadores convocados, sem qualquer vínculo com o governo federal.
Assim, o governo brasileiro não tem influência sobre a seleção que participa do torneio, representando uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada, e não o país em si.
Fonte: poder360.com.br