Trump denuncia fraude eleitoral do regime de Maduro na Venezuela

Trump denuncia fraude eleitoral do regime de Maduro na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em recente pronunciamento, acusou o governo de Nicolás Maduro de fraudar as eleições na Venezuela. Segundo Trump, a CIA identificou um plano do regime para manipular votos a seu favor, afirmando que “existia um complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”.

A declaração foi acompanhada pela divulgação de documentos da CIA, que indicam que o chavismo, desde 2012, dispunha de mecanismos para alterar até 1,5 milhão de votos. Contudo, os registros não comprovam que a fraude tenha ocorrido em todas as eleições do país.

Capacidade técnica e limites do relatório

A análise da CIA, datada de junho de 2026, baseia-se em informações coletadas ao longo de quase duas décadas sobre a capacidade de Caracas de manipular eleições por meio de máquinas de votação eletrônica. Os documentos revelam que a DGCIM, o Sebin e o CNE poderiam alterar resultados por meio de máquinas pré-programadas, concentradas em áreas com maior apoio ao chavismo.

A técnica utilizada envolvia a criação de um segundo conjunto de máquinas virtuais que replicava os resultados legítimos e, em seguida, substituía os dados por versões manipuladas, mantendo a aparência de votos originados em equipamentos regulares.

A investigação remete às eleições de 2012, quando Hugo Chávez derrotou Henrique Capriles. O período pré-eleitoral foi marcado por um gasto público estimado em US$ 70 bilhões. Após o resultado, Chávez teria parabenizado sua equipe pela implementação do plano de manipulação.

Os planos previam o uso de máquinas alteradas em cerca de 300 centros de votação para garantir uma vitória por aproximadamente 1,5 milhão de votos. No entanto, a avaliação da CIA concluiu que fraude eletrônica em larga escala não ocorreu, apesar dos relatos sobre planos de manipulação.

Os documentos ressaltam que as autoridades venezuelanas “desenvolveram um interesse constante e provavelmente alguma capacidade para manipular sistemas eletrônicos de votação”, mas que as informações de inteligência “não confirmaram de forma definitiva a ocorrência de fraude eletrônica em larga escala em eleições específicas na Venezuela”.

Smartmatic e alegações de 2020

Os comentários de Trump reavivaram teorias promovidas por seus aliados em 2020, que alegavam um plano venezuelano para alterar votos americanos por meio da empresa de tecnologia eleitoral Smartmatic. No entanto, os documentos da CIA desmentem essa tese, afirmando que “nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham capacidade” para manipular resultados de eleições fora da Venezuela.

A avaliação da agência indica que a capacidade venezuelana de interferir em eleições dependia do controle sobre cada etapa do processo, o que não existiria em processos eleitorais fora do país. A tecnologia da Smartmatic foi utilizada em apenas um condado americano nas eleições de 2020, sem disputas relevantes, e a empresa obteve vitórias em ações judiciais relacionadas às alegações feitas naquele período.

Assista ao discurso de Donald Trump (1min01s):


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Fonte: poder360.com.br

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