Vale acelera projeto de cobre no complexo Salobo, no Pará

Vale acelera projeto de cobre no complexo Salobo, no Pará

A Vale anunciou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) decidiu avançar com o projeto de Flotação de Partículas Grossas (Coarse Particle Flotation, ou CPF) no Complexo de Cobre Salobo, localizado no Pará. O comunicado, divulgado nesta quarta-feira, revela que o projeto entrou na fase de execução, com previsão de início de operação no primeiro semestre de 2028, um ano antes do cronograma original. Essa antecipação é resultado de ajustes no projeto e melhorias na execução, que devem aumentar os retornos esperados do investimento.

A iniciativa visa adicionar 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta de Salobo, elevando a capacidade total para 42 milhões de toneladas por ano. Com isso, a produção anual de cobre pode crescer em até 30 mil toneladas contidas em concentrado. Além disso, o minério produzido deve conter aproximadamente 15 mil onças de ouro por ano como subproduto, reforçando o perfil de produção do complexo, que já registrou recordes operacionais em 2024 e 2025.

A Vale também destacou que a Wheaton Precious Metals concordou em investir US$ 40 milhões para financiar parcialmente o projeto, com os recursos sendo pagos em duas parcelas de US$ 20 milhões, condicionadas ao cumprimento de marcos de desenvolvimento. Esse acordo substitui pagamentos futuros previstos no contrato de streaming de Salobo, que poderiam exigir desembolsos anuais de até US$ 8 milhões ao longo de dez anos.

Revisão e simplificação do projeto

A VBM revisou e simplificou o escopo do projeto, reduzindo a estimativa de investimento para aproximadamente US$ 215 milhões, em comparação com a faixa inicial de US$ 225 milhões a US$ 275 milhões. Considerando a contribuição da Wheaton, o desembolso efetivo de capital pela VBM deverá ficar em torno de US$ 175 milhões.

Esse projeto faz parte da estratégia de crescimento da Vale Base Metals no mercado de cobre. A empresa possui uma base mineral superior a 53 milhões de toneladas de cobre contido em reservas e recursos minerais, incluindo recursos inferidos, e pretende elevar sua produção para cerca de 700 mil toneladas por ano até 2035. Grande parte desse crescimento deverá ser sustentada pelos ativos e projetos localizados no sistema de Carajás, que se beneficiam da infraestrutura já instalada de mineração, processamento, logística e energia, favorecendo uma expansão com maior eficiência de capital.

Fonte: infomoney.com.br

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