Ato de crueldade em Dores do Rio Preto: cadela é agredida e morta em ato de violência

Ato de crueldade em Dores do Rio Preto: cadela é agredida e morta em ato de violência

A tranquilidade de Dores do Rio Preto, um dos principais destinos turísticos do Caparaó capixaba, foi abruptamente interrompida neste domingo (26) por um ato de extrema violência. Uma cadela, conhecida por protetores como Bianca, foi brutalmente espancada com um facão, arrastada e posteriormente jogada ainda com vida em uma lixeira no centro da cidade.

O autor do crime foi encontrado e preso em flagrante pela Polícia Militar, sendo levado à 6ª Delegacia Regional de Alegre. O incidente provocou uma onda de indignação na comunidade, levantando preocupações sobre a segurança e a atmosfera acolhedora que são essenciais para o turismo local.

Resgate e reação da comunidade

O resgate da cadela ocorreu rapidamente, com a colaboração de voluntários e da rede municipal. No entanto, a gravidade das lesões impossibilitou sua recuperação. A equipe médico-veterinária que atendeu Bianca relatou que ela chegou ao hospital em estado crítico, apresentando hipotermia e traumatismo cranioencefálico severo. A situação era tão grave que não foi possível administrar anestesia para suturas, devido ao alto risco de parada cardiorrespiratória.

Infelizmente, Bianca não sobreviveu e faleceu poucas horas após a chegada ao hospital. O sentimento predominante entre os moradores é de choque e revolta diante da crescente violência na comunidade.

“O que aconteceu foi uma crueldade extrema. Exigimos que a justiça seja feita e que esse indivíduo permaneça preso. É inaceitável que alguém perigoso assim volte para o convívio da nossa comunidade”, declarou uma moradora que preferiu não se identificar.

Consequências para o turismo na região

O Caparaó capixaba, que inclui Dores do Rio Preto e outros destinos como Divino de São Lourenço, depende fortemente do turismo de aventura e da gastronomia rural. A sensação de segurança e paz é vital para atrair visitantes. Especialistas alertam que crimes de tal gravidade podem prejudicar a imagem da região, exigindo uma resposta rápida das autoridades para manter a reputação de um destino seguro.

O caso gerou mobilização política, com o vereador Rodrigo Candó, de Guaçuí, acompanhando a prisão do suspeito e exigindo a manutenção da detenção. “É um crime brutal que revolta toda a sociedade. Vamos acompanhar até o fim”, afirmou o parlamentar.

A deputada estadual Janete de Sá, presidente da CPI de Maus-Tratos aos Animais, também se manifestou, pedindo rigor na aplicação da lei: “Quem comete uma atrocidade dessa gravidade contra um animal indefeso é uma ameaça real para qualquer ser humano”, enfatizou.

Legislação e penalidades

No Brasil, crimes de maus-tratos contra cães e gatos são regidos pela Lei Federal nº 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, que alterou a Lei de Crimes Ambientais. As penalidades incluem:

  • Reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda de animais.
  • Aumento da pena em um terço a metade se resultar na morte do animal.

O acusado permanece à disposição do Poder Judiciário na Delegacia Regional de Alegre, aguardando a audiência de custódia.

Fonte: eshoje.com.br

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