Tj-sp rejeita habeas corpus de tenente-coronel acusado de feminicídio da esposa

Tj-sp rejeita habeas corpus de tenente-coronel acusado de feminicídio da esposa

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um novo pedido de habeas corpus da defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar sua esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. A decisão foi confirmada pelo tribunal à TV Globo, evidenciando a continuidade da prisão preventiva do oficial, que se encontra detido desde 18 de março.

Geraldo Neto enfrenta acusações de feminicídio e fraude processual, com a defesa argumentando que Gisele teria cometido suicídio, uma versão que contraria as investigações e os laudos periciais realizados no caso.

Interrogatório e acusações de injustiça

No dia 5 de outubro, o tenente-coronel foi interrogado por mais de oito horas. Durante o depoimento, ele negou veementemente as acusações e afirmou que sua prisão é injusta, alegando não ter cometido o crime. O oficial também fez comentários controversos sobre a roupa da esposa e ofendeu os pais dela, o que levou o Ministério Público a solicitar a apuração de suas declarações.

Detalhes da investigação e evidências

Gisele Alves foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento que compartilhava com o marido, localizado no Brás, região central de São Paulo. Embora o caso tenha sido inicialmente registrado como suicídio, a investigação logo passou a considerar a hipótese de homicídio. Exames periciais revelaram lesões no rosto e no pescoço da policial, além de laudos que indicaram que ela não poderia ter disparado a arma contra si mesma.

Fraude processual e interferência na cena do crime

Além da acusação de feminicídio, Geraldo Neto também é acusado de fraude processual. As investigações apontam que ele teria interferido na cena do crime e no andamento do caso, complicando ainda mais sua situação legal. Após a conclusão dos interrogatórios, a Justiça deverá avaliar as manifestações das partes envolvidas e decidir se o tenente-coronel será levado a júri popular.

Fonte: g1.globo.com

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