BCE alerta bancos sobre riscos de ataques cibernéticos com IA

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FRANKFURT, 13 Mai (Reuters) – O Banco Central Europeu (BCE) está emitindo um alerta para que os bancos da zona do euro se preparem rapidamente para potenciais ataques cibernéticos, especialmente aqueles que podem ser assistidos por modelos de inteligência artificial, como o Mythos, desenvolvido pela Anthropic. O vice-presidente do braço de supervisão bancária do BCE, Frank Elderson, enfatizou a urgência da situação em uma entrevista à publicação do BCE Supervision Newsletter.

Elderson destacou que a falta de acesso dos bancos europeus ao Mythos agrava a situação, afirmando que isso não deve ser uma desculpa para a inação. “Isso torna ainda mais importante que os bancos se mobilizem e ajam agora”, disse ele. A Reuters também informou que grandes bancos dos EUA, que já têm acesso ao modelo, estão acelerando a correção de vulnerabilidades em seus sistemas de dados identificadas pela ferramenta.

Desafios impostos pela IA no setor bancário

A Mythos é considerada uma ameaça significativa para a segurança cibernética no setor bancário, levando a alertas de reguladores e autoridades. Elderson alertou que os bancos devem se preparar para futuros modelos de IA que podem permitir ataques cibernéticos ainda mais sofisticados. “Precisamos ser capazes de lidar com modelos futuros cada vez mais capazes que podem ser lançados em uma sucessão relativamente rápida”, acrescentou.

Desigualdade de acesso à tecnologia

A presidente do BCE, Christine Lagarde, também comentou sobre a situação, afirmando que a instituição está estudando defesas contra ataques cibernéticos guiados pelo Mythos, embora enfrente desvantagens devido à falta de acesso ao modelo. A desigualdade global no acesso à tecnologia pode se ampliar, já que os três maiores bancos do Japão devem receber autorização para trabalhar com o Mythos em breve.

A importância da atualização de sistemas

Elderson ressaltou a necessidade de os bancos e as empresas contratadas que dependem deles corrigirem rapidamente até mesmo as vulnerabilidades menores, que normalmente são abordadas apenas em ciclos mais longos de atualização de software. Essa proatividade é essencial para garantir a segurança e a integridade dos sistemas financeiros diante de ameaças emergentes.

Com a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, a preparação e a resposta rápida dos bancos se tornam cada vez mais cruciais para a proteção do sistema financeiro europeu.

Fonte: infomoney.com.br

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