Dasa registra alta de 8% na Bolsa impulsionada por recuperação operacional e previsibilidade

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As ações da Dasa (DASA3) apresentaram uma forte valorização nesta quarta-feira, 13, com um aumento de 8,60%, alcançando o valor de R$ 3,41. O mercado reagiu positivamente à evolução das margens da Rede Américas e à implementação de uma agenda de eficiência pela companhia, apesar das preocupações persistentes em relação ao nível de alavancagem.

Resultados do primeiro trimestre de 2026: análise e expectativas

O Bradesco BBI avaliou os resultados do primeiro trimestre de 2026 como positivos, destacando um crescimento robusto de receita e uma expansão significativa das margens. Essa melhora no desempenho operacional e a maior visibilidade de resultados ao longo do ano foram ressaltadas pela instituição. Embora tenha havido um aumento pontual da dívida líquida, atribuído a fatores sazonais, a performance operacional mais forte e os ganhos de eficiência sustentam a expectativa de geração relevante de caixa para 2026.

Perspectivas e recomendações de bancos

O Bradesco BBI manteve uma recomendação neutra para as ações da Dasa, mas com um viés positivo, considerando a combinação de resultados consistentes e a maior previsibilidade operacional. O Goldman Sachs, por outro lado, observou que, apesar de sinais operacionais melhores em algumas divisões, o aumento da dívida líquida e a piora do capital de giro podem impactar a percepção do mercado.

Desempenho da Rede Américas e geração de caixa

A Rede Américas apresentou uma melhora gradual em sua rentabilidade, com a margem EBITDA recorrente alcançando 14,2%, um avanço de 2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A receita líquida cresceu 8% na comparação trimestral, enquanto a receita bruta se manteve estável em R$ 3,38 bilhões. A forte geração de caixa da Rede Américas, com um impacto positivo de R$ 199 milhões vindo do capital de giro, contribuiu para um lucro líquido de R$ 38 milhões no trimestre.

Desafios e considerações finais

Apesar das melhorias operacionais, o Goldman Sachs mantém uma postura cautelosa, aguardando uma evolução mais consistente na geração de caixa operacional para reduzir a alavancagem da companhia. O Itaú BBA também observou uma melhora significativa no desempenho da Dasa e da Rede Américas, mas destacou que a desconsolidação de alguns ativos pode afetar a comparabilidade dos números.

O Morgan Stanley classificou os resultados como operacionalmente positivos, mas ressaltou a necessidade de resolver a questão da alta alavancagem e do fluxo de caixa livre fraco. A recomendação do banco permanece neutra, refletindo uma visão cautelosa sobre o futuro da empresa.

Fonte: infomoney.com.br

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