Oportunidades de investimento: 9 fundos imobiliários recomendados após perdas no setor

Divulgação/Vinci)

Após um mês desafiador para os fundos imobiliários, onde o IFIX registrou uma queda de 1,33%, surgem novas oportunidades de investimento. O cenário foi impactado pela abertura da curva de juros e pela instabilidade política relacionada ao calendário eleitoral de 2026. Além disso, o aumento dos preços do petróleo, devido ao conflito no Estreito de Ormuz, alimentou as expectativas inflacionárias, gerando um clima de pessimismo em relação a cortes na Selic, atualmente fixada em 14,50%.

fundos: cenário e impactos

Os fundos de recebíveis mostraram maior resiliência, com variação quase nula, enquanto os galpões logísticos tiveram uma leve queda de 0,9%. Por outro lado, shoppings e escritórios enfrentaram perdas mais significativas, com recuos de 2,6% e 3,4%, respectivamente. Em meio a esse cenário, especialistas de oito corretoras e casas de análise selecionaram suas apostas para o mês de junho, destacando a predominância de ativos logísticos.

Vinci Logística: destaque em recomendações

O fundo Vinci Logística (VILG11) lidera as indicações com seis recomendações, sendo mencionado por instituições como BB Investimentos e BTG Pactual. O portfólio inclui 11 galpões logísticos de alto padrão, com 81% dos contratos com vencimento após 2028, reduzindo o risco de renovação em um ambiente de juros elevados. O dividend yield projetado é de aproximadamente 10,4% para os próximos 12 meses.

Bresco Logística: qualidade técnica e localização

O Bresco Logística (BRCO11) aparece em cinco carteiras, com destaque para sua alta qualidade técnica e localização estratégica. O Itaú BBA enfatiza a gestão ativa na renovação dos galpões, enquanto o BTG Pactual observa que o fundo está alinhado ao valor patrimonial, com um dividend yield estimado em cerca de 9,6% ao ano.

HSI Malls: atratividade no segmento de shoppings

O HSI Malls (HSML11) é o único fundo de shoppings a receber aumento de posição do BTG Pactual, que destaca o desconto de 15% em relação ao valor patrimonial e um dividend yield próximo de 10%. A presença em regiões maduras e o baixo nível de inadimplência são outros pontos favoráveis.

BTG Pactual Logística: concentração estratégica

Com quatro recomendações, o BTG Pactual Logística (BTLG11) é valorizado pela sua concentração em São Paulo e pelo potencial de revisões contratuais. A expectativa é de que cerca de 28% da receita tenha revisional prevista até 2026, o que pode gerar ganhos reais nos rendimentos.

Kinea Rendimentos: potencial em cenário de juros altos

O fundo Kinea Rendimentos (KNCR11) é apontado por várias corretoras como uma boa opção, com a maioria dos CRIs indexados ao CDI, o que potencializa os rendimentos em um ambiente de juros elevados. O dividend yield estimado é de 12,5% para os próximos 12 meses.

Mauá Capital Recebíveis: foco em inflação

O Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) também é bem avaliado, com uma carteira de 27 CRIs indexados à inflação e uma taxa média de 8,5% ao ano. O banco projeta um dividend yield entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota no primeiro semestre.

VBI Prime Properties: qualidade em lajes corporativas

O VBI Prime Properties (PVBI11) é o único fundo de lajes corporativas na lista, com um portfólio de sete ativos premium em São Paulo. Embora o dividend yield seja de 6,5%, o foco está na valorização dos ativos.

RBR Plus Multiestratégia: diversificação e gestão ativa

O RBR Plus Multiestratégia (RBRX11) se destaca por sua gestão diversificada, combinando cotas de FIIs, CRIs e tijolo. A estratégia busca um retorno total ao cotista, com um desconto patrimonial que atrai investidores.

Fonte: infomoney.com.br

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