O Irã acusou os Estados Unidos de praticar um “tratamento deliberado e discriminatório” ao negar vistos a membros da equipe que participará da Copa do Mundo. A declaração surgiu após os EUA confirmarem que os jogadores da seleção iraniana receberam as autorizações necessárias para entrar no país.
irã: cenário e impactos
A Embaixada do Irã na Turquia questionou em uma publicação no X: “Por que vocês não dizem que vistos foram negados a uma grande porção da equipe gerencial e executiva, consultores técnicos e outros que são parte integrante de qualquer seleção nacional de futebol?”
Além disso, a Embaixada republicou um post do embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack, que expressou orgulho pelo trabalho da equipe na Embaixada em Ancara. Barrack afirmou: “O esporte transcende fronteiras, e aguardamos ansiosamente para dar as boas-vindas a competidores e torcedores de todo o mundo”.
A resposta da Embaixada iraniana foi contundente: “Vocês não podem maquiar condutas que violam as regulamentações da Fifa e infringem as obrigações de anfitrião dos Estados Unidos apenas louvando-se a si mesmos”.
Os representantes iranianos afirmaram que os EUA “elevaram o tratamento deliberado e discriminatório contra a seleção nacional de futebol do Irã ao seu nível mais alto”. Em uma declaração, ressaltaram: “Ao estender suas hostilidades caprichosas contra a nação iraniana no contexto do esporte, o governo dos EUA, na prática, está privando a seleção nacional do Irã de seu direito de jogar na Copa do Mundo em condições normais e sem pressões e estresses indevidos”.
A Embaixada do Irã concluiu que essa situação representa “a pior forma possível de interferência politicamente tendenciosa” no esporte, pedindo que a Fifa responsabilizasse os EUA por violações de suas regras e pelo tratamento discriminatório à seleção nacional de futebol do Irã.
Fonte: poder360.com.br