Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado a 30 anos por abuso de poder e auxílio ao inimigo

09/07/2025 REUTERS/Kim Hong-Ji/Pool

O Tribunal Distrital Central de Seul considerou Yoon culpado de abuso de poder e auxílio ao inimigo. A corte afirmou que ele esteve envolvido na operação com drones desde seu planejamento, que ocorreu em outubro de 2024. A manobra foi vista como um pretexto para a declaração de lei marcial que falhou em dezembro do mesmo ano.

Defesa do ex-presidente

Yoon sempre negou as acusações, alegando que não ordenou nem aprovou a operação. Seus advogados argumentaram que a ação não tinha relação com a tentativa de instaurar a lei marcial, mas sim como uma resposta às provocações da Coreia do Norte, que havia lançado balões carregados de lixo na fronteira.

Histórico de condenações

A pena de 30 anos se soma a uma série de condenações que o ex-presidente já enfrenta. Em fevereiro, Yoon foi condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição relacionada à tentativa de declaração de lei marcial. Esta sequência de eventos mergulhou a quarta maior economia da Ásia em uma crise política sem precedentes nas últimas décadas.

Implicações políticas

Yoon, que já foi procurador-geral do país, viu sua administração marcada por controvérsias e crises. Ele foi destituído após o Tribunal Constitucional confirmar seu impeachment, o que levou a uma eleição antecipada vencida pelo presidente liberal Lee Jae Myung. A condenação atual pode ter impactos duradouros na política sul-coreana.

Próximos passos legais

Atualmente sob custódia, Yoon tem a opção de recorrer da decisão do tribunal. A expectativa é que sua defesa busque reverter a sentença em instâncias superiores, enquanto o país observa atentamente as repercussões desse caso notório.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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