A China expressou, neste sábado (13 de junho de 2026), sua forte insatisfação com a decisão dos Estados Unidos de incluir diversas empresas chinesas em uma lista que o governo americano classifica como vinculada ao setor militar do país asiático.
china: cenário e impactos
A medida foi anunciada pelo Departamento de Defesa dos EUA em 8 de junho, através de uma publicação oficial. A lista, conhecida como Chinese Military Companies, inclui empresas que, segundo Washington, possuem relações com a base industrial de defesa da China ou com a estratégia de fusão civil-militar do país.
O Ministério do Comércio da China declarou que “os EUA desconsideraram o consenso alcançado na reunião de Pequim entre os dois chefes de Estado, e a situação geral das relações econômicas e comerciais sino-americanas”.
Embora a inclusão na lista não signifique automaticamente a imposição de sanções econômicas abrangentes, a medida limita contratos com o Departamento de Defesa dos EUA e, conforme reportado pela Reuters, também restringirá a aquisição de produtos e serviços dessas empresas por meio de terceiros a partir de 2027. Além disso, a designação pode impactar a reputação das companhias e suas relações com parceiros comerciais e investidores.
A reação da China é um reflexo do aumento da pressão dos EUA sobre grandes empresas de tecnologia, veículos elétricos, semicondutores, inteligência artificial e biotecnologia do país. Pequim acusa Washington de utilizar a segurança nacional como justificativa para restringir a atuação internacional das empresas chinesas.
Entre as empresas afetadas pela medida estão a montadora BYD, o grupo de comércio eletrônico Alibaba e a empresa de tecnologia Baidu. A lista também menciona companhias como NIO, BOE Technology, Unitree Robotics, WuXi AppTec, ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.
Na nota oficial, o Ministério do Comércio da China solicitou que os EUA revoguem a medida e ofereçam “tratamento justo, equitativo e não discriminatório” às empresas chinesas. O órgão ainda advertiu que, caso Washington mantenha a decisão, Pequim tomará retaliações “de forma resoluta e enérgica”.
Fonte: poder360.com.br