Cúpula do G7 inicia discussões após acordo entre EUA e Irã para encerrar conflito

Bains, França, em 12 de junho de 2026 REUTERS/Denis Baliboouse

EVIAN-LES-BAINS, FRANÇA, 15 Jun (Reuters) – Os líderes do Grupo dos Sete, que reúne as nações mais ricas do mundo, se reúnem nesta segunda-feira na França, logo após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um acordo preliminar para pôr fim ao conflito entre os dois países.

Durante a cúpula, que ocorrerá de 15 a 17 de junho, um dos principais tópicos será discutir os próximos passos em relação ao Irã. Além disso, os líderes globais buscarão um consenso sobre a guerra na Ucrânia, o combate aos desequilíbrios econômicos globais e a obtenção de minerais essenciais fora da China, principal fornecedora.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve chegar a Evian-les-Bains na segunda-feira. Sua presença é vista com cautela por muitos líderes globais, especialmente após sua saída abrupta da cúpula do G7 no Canadá no ano anterior. As ações de Trump no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio e no comércio, levantaram questionamentos sobre o compromisso dos EUA com a ordem global estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

Trump também se reunirá com líderes do Oriente Médio e participará de uma sessão de trabalho com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, em um momento em que a Ucrânia busca mais apoio militar de seus aliados.

Acordo com o Irã

Os líderes do G7 aguardam ansiosamente os detalhes do acordo entre os EUA e o Irã, que deve ser assinado oficialmente na sexta-feira na Suíça. Embora os termos exatos ainda não tenham sido divulgados, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o abastecimento global de petróleo e gás, será reaberto, e as restrições dos EUA aos portos iranianos serão suspensas.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou que as operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano, terminarão a partir da noite de segunda-feira. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, indicou que um acordo mais abrangente será negociado durante um cessar-fogo de 60 dias, que incluirá o alívio das sanções contra o Irã.

O momento de Macron

Trump será recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron, que vê esta cúpula como um ponto alto de seu segundo e último mandato. Apesar de sua crescente falta de influência interna, Macron ainda exerce um papel significativo no cenário global e conseguiu que Trump aceitasse um jantar de gala no Palácio de Versalhes.

Macron tem pressionado por medidas contra os desequilíbrios macroeconômicos globais e busca um consenso entre as potências do G7 antes que os EUA assumam a presidência do G20 e do G7 nos próximos anos. O Brasil, a Índia, o Quênia e a Coreia do Sul foram convidados a participar das discussões, enquanto Macron instou a China a aumentar seu consumo.

Fonte: infomoney.com.br

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