Durante a Brainstorm Tech, Serhant contou que estava negociando a venda de uma cobertura em Nova York, um imóvel de luxo notoriamente difícil de precificar. Após uma negociação intensa, o acordo foi fechado em US$ 50 milhões, mas, na última hora, quase desmoronou.
Segundo Serhant, o comprador consultou o ChatGPT antes de finalizar a compra, perguntando se o preço de US$ 50 milhões era excessivo. O chatbot respondeu afirmativamente, levando o corretor do comprador a desistir do negócio. A reação de Serhant foi direta, considerando a decisão “uma burrice”.
Ele argumentou que o comprador, sendo inteligente e rico, deveria ter mais dados à disposição. O corretor do comprador, no entanto, se sentiu pressionado pela resposta da IA, que indicava que o preço não valia a pena.
Após a desistência, o cliente de Serhant também decidiu consultar o ChatGPT, questionando se o preço de US$ 50 milhões era baixo. A resposta do chatbot foi que o valor estava, de fato, abaixo do esperado. Para salvar a negociação, Serhant recorreu a dados de mercado e pesquisas tradicionais, ressaltando que os modelos de IA não conseguem captar informações contextuais e dados fora do mercado.
Ele publicou um vídeo do episódio nas redes sociais, que rapidamente acumulou 3 milhões de visualizações. Ambos os clientes assistiram ao vídeo, o que os levou a retomar a negociação e, finalmente, concluir o acordo.
A história de Serhant levanta questões sobre o papel dos corretores imobiliários em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia. Ele argumenta que, apesar do acesso à informação, os corretores ainda são essenciais, especialmente para clientes de alto poder aquisitivo que buscam orientação e apoio durante o processo de compra.
Andrew C. Spieler, professor emérito de negócios, sugere que os corretores estão se tornando mais semelhantes a agentes de viagem, já que a informação está mais acessível. No entanto, Serhant discorda, afirmando que a interação humana e a confiança continuam sendo fundamentais nas transações imobiliárias.
Serhant conclui que, embora os modelos de IA tenham um vasto conhecimento da internet, eles não conseguem prever o futuro ou entender nuances que só um ser humano pode captar. Ele vê sua experiência como um exemplo de como a tecnologia pode falhar, mas também como pode ser superada com conhecimento e experiência.
Essa narrativa não apenas destaca os desafios que a IA pode trazer, mas também reafirma a importância do papel humano em um setor que está em constante evolução.
Fonte: infomoney.com.br
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