A pesquisa eleitoral divulgada pela Futura Inteligência na terça-feira (16) revela a percepção do eleitorado sobre a aproximação política entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As entrevistas apuraram o nível de conhecimento dos eleitores sobre as notícias da relação entre os dois, a avaliação dos entrevistados sobre a aproximação e como isso influencia na intenção de voto.
O senador se encontrou com o presidente estadunidense no dia 26 de maio, na Casa Branca, nos EUA. Entre os assuntos tratados, estavam a classificação de facções criminosas como grupos terroristas, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as Eleições 2026.
Segundo a pesquisa Futura, a maioria dos eleitores ficou sabendo da aproximação entre Flávio e Trump. Os dados mostram que 41,8% conhecem pouco sobre e 38,1% acompanharam bem o assunto. Apenas 19% afirmaram não saber do tema e 1,1% não responderam.
Maioria é contra aproximação, mas não altera o voto
A pesquisa também pediu para que o eleitor avalie a aproximação entre Trump e Flávio Bolsonaro como positiva ou negativa para o Brasil.
De acordo com o resultado, 48,1% entendem que a proximidade é negativa para o país, enquanto 34,6% consideram positiva. Apenas 14% acham que a relação próxima de ambos não é positiva nem negativa e outros 3,3% não responderam.
Mesmo assim, a pesquisa ainda aponta que o fato não altera a disposição da maioria dos eleitores para votar em Flávio Bolsonaro para Presidente da República.
Os dados apontam que 46,1% seguem com a mesma disposição de votar em Flávio. A disposição diminuiu para 27,9% dos entrevistados e aumentou para 20,6%. Os que não souberam ou não responderam foram 5,4%.
Imagem de Flávio está fragilizada, afirma diretor político da Futura
Para o diretor político da Futura Inteligência, José Luiz Orrico, Flávio Bolsonaro está mais frágil após as polêmicas recentes. Em relação à aproximação com Trump, dias depois os EUA anunciaram uma taxa extra de 25% sobre a importação de produtos brasileiros ao país.
Além disso, Flávio teve um áudio vazado em que conversa com Daniel Vorcaro e cobra um pagamento do banqueiro. “A imagem dele está fragilizada”, afirma Orrico.
O diretor também observou que, na pesquisa de maio, 75,2% dos eleitores não mudavam a intenção de voto em relação ao senador após o vazamento do áudio. No entanto, em junho, apenas 46,1% responderam que não mudam a intenção após a aproximação com Trump.
Ainda assim, Orrico avaliou que Flávio Bolsonaro pode recuperar os votos perdidos. Isso porque, para ele, a decisão do eleitor passa mais pela rejeição ao adversário do que identificação com o candidato em que está votando. “Vai depender da capacidade dele de não se meter mais em rolo”, disse.
Fonte: folhavitoria.com.br