O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reiterou na sexta-feira (26.jun.2026) a importância da união entre os eleitores para derrotar o PT nas próximas eleições de outubro. As declarações surgem em um contexto de atrito público com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), em decorrência das negociações do partido para estabelecer uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.
união: cenário e impactos
Flávio enfatizou que é crucial que o grupo permaneça unido, superando pequenas divergências pessoais. “É muito importante, todos nós, sem exceção, estarmos cada vez mais unidos, deixarmos nossas pequenas diferenças de lado, porque muitas vezes o caminho que nós escolhemos são diferentes, mas para chegar no mesmo destino, para alcançar o mesmo objetivo”, afirmou durante o lançamento de pré-candidaturas do PL em Goiás.
O senador destacou que a eleição de outubro transcende a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo uma escolha sobre o futuro do Brasil nos próximos 50 anos. O objetivo, segundo ele, é remover o país do governo petista e assegurar o retorno do grupo ao Palácio do Planalto.
No discurso, Flávio associou a gestão de Lula ao aumento da criminalidade e à instabilidade econômica, além de defender a redução da maioridade penal e civil para 16 anos.
Desentendimento com Michelle
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou, em 24 de junho, dois vídeos no Instagram, nos quais relatou ter sido desrespeitada e maltratada em uma conversa telefônica com Flávio.
Nos vídeos, Michelle descreveu uma ligação em que Flávio a aconselhou a se afastar das decisões do partido, afirmando que ela não compreendia política. “Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante”, declarou.
A ex-primeira-dama também mencionou que os outros filhos de Jair Bolsonaro adotaram posturas semelhantes às de Flávio, o que considerou uma ação premeditada.
Em resposta, Flávio negou ter ofendido Michelle intencionalmente e pediu desculpas. Ele também expressou seu respeito e reconhecimento pelo trabalho da ex-primeira-dama à frente do PL Mulher e pelo cuidado que teve com seu pai.
Fonte: poder360.com.br