Cirurgia robótica pioneira conecta pacientes a 2.700 km de distância no SUS

Cirurgia inédita com robô chines que pode mudar tratamento no SUS; veja

O Hospital do Amor, localizado em Porto Velho, Rondônia, fez história ao realizar a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância no Brasil. O procedimento, que ocorreu na última terça-feira (2), foi realizado em um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) e marca um avanço significativo na medicina brasileira.

cirurgia: cenário e impactos

Detalhes do procedimento inovador

A cirurgia conectou, em tempo real, as unidades do Hospital do Amor em Porto Velho e Barretos, São Paulo. Isso permitiu que a equipe médica de Barretos acompanhasse e controlasse a cirurgia a quase 2.700 km de distância. O procedimento foi realizado para tratar um câncer de reto, com a equipe presente em Porto Velho responsável pelo suporte ao paciente, enquanto os especialistas em Barretos controlaram os instrumentos robóticos remotamente.

Protocolos de segurança e conectividade

Para garantir a segurança do procedimento, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade para as telecirurgias robóticas. A operação utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN, assegurando estabilidade e resposta em tempo real durante toda a cirurgia.

Um dos principais requisitos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos, um padrão essencial para a eficácia do procedimento. Essa inovação demonstra como a expansão da infraestrutura de telecomunicações pode reduzir desigualdades regionais, levando procedimentos altamente especializados a áreas distantes dos grandes centros.

Impacto e abrangência do Hospital de Amor

O Hospital de Amor, que oferece atendimento 100% gratuito pelo SUS, realizou em 2025 mais de 2 milhões de atendimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes de 2.711 municípios brasileiros. A iniciativa de telecirurgia robótica representa um passo importante na democratização do acesso a tratamentos avançados, especialmente para aqueles que dependem exclusivamente do SUS.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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