Trump bloqueia retorno de María Corina Machado à Venezuela e gera polêmica

Donald Trump preteriu María Corina Machado como possível sucessora na liderança da Venezuela por ressentimento após ela ter recebido o Prêmio Nobel da Paz em outubro de 2025, segun

O governo de Donald Trump (Partido Republicano) impediu as tentativas da opositora venezuelana María Corina Machado de retornar ao seu país, classificando suas ações como “oportunismo político e grotesco”. As informações foram divulgadas pelo site Axios, após uma série de tentativas frustradas de viagem pela líder oposicionista.

trump: cenário e impactos

Esse episódio revela um desentendimento entre o governo dos EUA e María Corina, especialmente em relação aos esforços de recuperação após os terremotos de 24 de junho, que resultaram em mais de 3.500 mortes na Venezuela. Enquanto os EUA coordenam o socorro humanitário no país, a opositora tentou utilizar a situação para retornar ao território venezuelano.

Autoridades da administração Trump relataram ao Axios que a movimentação da opositora causou “drama desnecessário” no Departamento de Estado. Um alto funcionário do governo norte-americano afirmou: “É oportunismo político e é grotesco.”

A pressão de María Corina sobre as autoridades dos EUA foi considerada contraproducente. A principal crítica interna é que a escritora tenta associar sua imagem à assistência humanitária financiada pelos norte-americanos. “Ela quer uma foto para mostrar distribuindo nossa ajuda. Isso tem a ver com os interesses dela,” disse um segundo funcionário ao Axios.

Viagens frustradas

O atrito se intensificou quando María Corina sinalizou às autoridades norte-americanas que desejava participar da gestão da ajuda e exigiu garantias de segurança. “Não se trata apenas de ajuda. Ela quer que garantam sua segurança. Se ela estiver ao lado de fuzileiros navais americanos, não se machucará. E ela parece estar no comando. Mas agora estamos o quê? Instalando-a no poder?” disse um dos altos funcionários.

Na sexta-feira (26.jun), dois dias após os terremotos, María Corina tentou voar de Manassas, na Virgínia, com destino a Curaçao, que serviria como escala para entrar na Venezuela. Uma falha de comunicação levou as autoridades holandesas a entender que Washington apoiava a operação, resultando na proibição do voo fretado de seguir o plano.

No domingo (28.jul.2026), a opositora estava na Cidade do Panamá e tentou embarcar para Caracas, mas foi impedida pela Copa Airlines de entrar no voo.

Medalha do Nobel

María Corina Machado entregou sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 15 de janeiro de 2026. Líder da oposição venezuelana ao regime de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), Corina foi escolhida por “seu trabalho incansável promovendo os direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia,” segundo o Comitê Norueguês do Nobel.

A premiação de Corina desagradou Trump, que manifestou reiteradamente seu desejo de receber o Nobel da Paz. Quando Maduro foi capturado, Corina surgiu como uma opção para a transição do governo venezuelano, mas foi descartada pelo republicano. Segundo o Washington Post, o prêmio teria sido o motivo. Em seguida, Corina anunciou que iria presentear Trump com a medalha, mas o Instituto Nobel afirmou que o prêmio é intransferível.

Em reunião na Casa Branca na tarde de 15 de janeiro, Corina decidiu entregar a medalha a Trump, afirmando que o fez como um gesto simbólico de reconhecimento pelo “compromisso único” de Trump com a liberdade do povo venezuelano, em meio ao turbulento contexto político que envolve seu país e os Estados Unidos.

Fonte: poder360.com.br

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