Nacionalmente, o PSD busca se firmar como uma alternativa viável frente aos principais candidatos nas eleições presidenciais, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Recentemente, o partido, que possui a quarta maior bancada federal, anunciou a candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado à Presidência, com Gilberto Kassab como vice.
Com uma postura de centro-direita, o PSD almeja atrair eleitores que rejeitam o extremismo, mas que também não desejam a continuidade do governo atual. No Espírito Santo, a situação é semelhante. O presidente do PSD capixaba, Renzo Vasconcelos, havia projetado uma chapa própria, com Paulo Hartung como candidato ao governo e Sérgio Meneguelli ao Senado.
Hartung, que poderia ser a figura central da chapa, surpreendeu ao anunciar que não disputaria as eleições deste ano, optando por continuar sua “militância cidadã”. Essa decisão pegou os líderes do partido de surpresa e deixou o PSD sem uma candidatura forte para o Palácio Anchieta.
Ainda assim, o partido considera a possibilidade de não coligar com ninguém e lançar uma chapa própria, embora a formação de uma chapa federal esteja complicada. Meneguelli, um dos principais defensores dessa estratégia, está determinado a ser candidato ao Senado, mesmo sem o apoio formal do partido.
Meneguelli reafirma compromisso com a candidatura
Após a decisão de Hartung, Meneguelli conversou com Renzo, que reafirmou seu apoio à candidatura dele ao Senado. O deputado sugeriu que o PSD concorresse isoladamente, argumentando que isso facilitaria futuras negociações com o vencedor das eleições.
Meneguelli acredita que a posição independente do PSD poderia facilitar diálogos futuros, evitando a necessidade de se opor a outros candidatos. No entanto, a situação se torna complexa com as candidaturas de outros partidos, como a de Maguinha Malta (PL) e Evair de Melo (Republicanos), além das candidaturas do governo, representadas por Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB).
A estratégia do PSD para as eleições
O PSD possui um trunfo importante: o tempo de TV para campanhas eleitorais. O partido pretende utilizar essa vantagem para se fortalecer nas eleições. Até pouco tempo, o PSD estava alinhado com a candidatura de Pazolini (Republicanos), mas a aliança com o PL complicou essa relação.
Renzo Vasconcelos está em conversas com o governador Ricardo Ferraço (MDB), mas enfrenta dificuldades para garantir um espaço na majoritária, especialmente na vaga ao Senado. A convenção do PSD está agendada para a próxima quarta-feira (05), coincidente com as convenções de outros partidos, como o MDB e o União Progressista.
Expectativas para a convenção do PSD
Renzo Vasconcelos se reunirá com lideranças políticas em Vitória, onde deve decidir o rumo do partido. A expectativa é que a convenção traga definições sobre as candidaturas e alianças para as eleições.
Com a desistência de Hartung, o PSD enfrenta um momento de incerteza, mas ainda busca se afirmar como uma força relevante no cenário político capixaba.
Em tempo: Amanhã (04), Renzo se reunirá com lideranças políticas para discutir o futuro do partido.
Em tempo II: Também está marcada a convenção do Republicanos para amanhã.
Fonte: folhavitoria.com.br