EUA revogam vistos de 16 autoridades brasileiras em resposta a ações políticas

EUA revogam vistos de 16 autoridades brasileiras em resposta a ações políticas

O governo dos Estados Unidos revogou os vistos de pelo menos 16 autoridades brasileiras, com as suspensões iniciando em 18 de julho de 2025. A decisão, tomada durante a administração do presidente Donald Trump, incluiu a revogação imediata do visto de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira, 4 de agosto de 2026, o Departamento de Estado dos EUA também revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Essa ação foi justificada como uma resposta ao atraso do governo brasileiro na aprovação do nome de Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil.

Os Estados Unidos não informam automaticamente os indivíduos sobre a revogação de seus vistos. O efeito prático dessa medida se torna evidente apenas quando a pessoa tenta viajar ao país, momento em que a companhia aérea pode informar a impossibilidade de embarque.

No caso da embaixadora Viotti, ela poderá permanecer em Washington, pois a revogação não implica uma declaração de persona non grata. O Departamento de Estado esclareceu que, caso ela deixe os EUA, precisará solicitar um novo visto para retornar.

As sanções contra Moraes e os outros ministros foram vistas como retaliação a uma suposta “caça às bruxas política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, a medida foi uma resposta a ações que cerceiam as liberdades protegidas pela lei americana.

Consequências das revogações de vistos

Além de Moraes, outros ministros também tiveram seus vistos revogados, incluindo:

Em agosto de 2025, a revogação do visto do ministro Alexandre Padilha e de sua família também foi uma medida controversa, atingindo sua esposa e filha, que perderam o direito ao documento. Essa ação foi justificada pelo governo dos EUA como uma resposta ao programa Mais Médicos, que foi considerado um “golpe diplomático”.

Retaliações e sanções adicionais

Em setembro de 2025, os EUA cancelaram vistos de autoridades ligadas ao governo e ao Judiciário brasileiro, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, e funcionários do gabinete de Moraes. Essas ações foram vistas como retaliação a decisões do STF que afetaram Bolsonaro, um aliado de Trump.

O governo americano também aplicou sanções sob a Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, e ao instituto Lex, vinculado à família do magistrado.

Em resumo, a lista de autoridades brasileiras com vistos suspensos inclui:

  • Jorge Messias, ministro da AGU;
  • José Levi, ex-AGU;
  • Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE;
  • Airton Vieira, juiz instrutor no STF;
  • Marco Antonio Martin Vargas, ex-funcionário da Opas.

Fonte: poder360.com.br

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