Alfredo Gaspar se oferece para exame de DNA após acusações de estupro

Alfredo Gaspar se oferece para exame de DNA após acusações de estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar, anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, se ofereceu para realizar um exame de DNA para esclarecer as acusações de estupro de vulnerável que surgiram em meio a um embate político. A proposta foi feita em resposta a declarações de adversários, que afirmaram que ele seria pai de uma criança resultante do suposto crime.

No dia 27 de março, durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke acusaram Gaspar de ter cometido o crime. No entanto, não apresentaram evidências que sustentassem suas alegações. Até o momento, o caso não resultou em processos criminais.

Gaspar se declarou o “maior interessado” na investigação e criticou as acusações, que considera uma forma de chantagem. Ele já havia realizado um exame de DNA em abril, por iniciativa própria, para afastar as suspeitas sobre sua paternidade em relação à criança mencionada nas acusações. “A honra exige a conclusão desse assunto. Não precisa medida prévia. A gente quer ir às últimas consequências”, afirmou o deputado em entrevista.

Iniciativas legais

A campanha de Flávio Bolsonaro, representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, informou que Gaspar tomou diversas medidas para acelerar a apuração das acusações. Ele enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestando sua disposição para fornecer material genético e solicitando a realização do exame de DNA.

De acordo com Bucchianeri, Gaspar também apresentou representações contra Farias e Thronicke nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, além de acionar a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal por supostos crimes de coação, denunciação caluniosa e obstrução de Justiça.

Na esfera cível, Gaspar ajuizou uma ação indenizatória por danos morais contra os dois congressistas. Ele também ingressou com uma ação cautelar para que o Judiciário determinasse a coleta oficial de seu DNA, que permanece sob custódia da Justiça aguardando comparação genética.

Desdobramentos da situação

O caso continua em análise pela Procuradoria-Geral da República, enquanto as queixas-crime apresentadas por Gaspar e os adversários tramitam no Supremo Tribunal Federal. A situação é complexa, e as acusações têm sido frequentemente relembradas por opositores políticos, aumentando a pressão sobre Gaspar.

Enquanto isso, a defesa do deputado busca garantir que a verdade seja esclarecida e que ele seja inocentado das acusações que considera infundadas. A coleta de DNA e o andamento das investigações são passos cruciais para a resolução deste embate político e judicial.

Fonte: poder360.com.br

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