A Apollo, que já observava a EasyJet por anos, destacou em comunicado que vê a companhia como uma das mais atraentes do setor de aviação global e expressou apoio à estratégia de gestão atual da empresa.
Após o anúncio, as ações da EasyJet apresentaram uma queda de cerca de 7% em relação ao preço da oferta, indicando que os investidores podem estar céticos quanto à viabilidade do acordo diante de possíveis obstáculos regulatórios.
A transação é o resultado de meses de negociações, com o prazo para propostas finais definido em 7 de agosto. A Apollo assume o controle de uma companhia aérea que se destacou por suas operações de ultra baixo custo, possuindo ativos valiosos como uma frota moderna de Airbus A320 e slots em aeroportos estratégicos em Londres, Milão e Genebra.
Stelios Haji-Ioannou, fundador e maior acionista da EasyJet com 15,3%, manifestou apoio às intenções da Apollo, afirmando que sua família pretende continuar como acionista majoritário a longo prazo.
Entretanto, a Apollo, sendo uma entidade americana, não poderá obter controle total da EasyJet devido às regulamentações do Reino Unido e da Europa, que exigem que a propriedade e controle sejam majoritariamente de cidadãos da região.
Os acionistas que optarem por transferir suas ações para a nova entidade, juntamente com a família Haji-Ioannou, manterão até 49,9% da companhia após a aquisição. Um plano de incentivo à gestão da UE permitirá que até 5% das ações sejam mantidas, garantindo conformidade com as regulamentações.
A Apollo, que já opera no setor de aviação com investimentos em empresas como Sun Country Airlines e Aeromexico, procurou dissipar preocupações sobre um possível desmembramento da EasyJet, uma vez que suas partes individuais são consideradas mais valiosas do que o negócio como um todo.
O Barclays Plc, PJT Partners Inc. e Citigroup Inc. estão assessorando a Apollo na transação, enquanto os bancos da EasyJet incluem Evercore Inc., BNP Paribas SA e Panmure Liberum.
As negociações da EasyJet com a Castlelake, que começaram no final de maio, foram marcadas por propostas consideradas “altamente oportunistas” pela companhia britânica. A oferta inicial da Castlelake foi de 560 pence, mas a EasyJet acabou cedendo, abrindo seus livros contábeis e concordando com uma proposta de 690 pence em julho.
Após a entrada da Apollo com uma oferta de 715 pence, a EasyJet decidiu não prosseguir com a proposta da Castlelake, que posteriormente se retirou da disputa, agradecendo ao Conselho e à equipe de gestão pela consideração durante as negociações.
A conclusão do negócio resultará na privatização de uma companhia aérea que abriu capital em 2000 a 310 pence, atingindo um pico histórico de 1.584 pence em 2007, mas que recentemente enfrentou desafios devido ao aumento dos preços do combustível de aviação.
Apesar da pressão, o CEO Kenton Jarvis afirmou que os clientes estão demonstrando maior confiança ao reservar voos com antecedência.
Fonte: infomoney.com.br
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