Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou que, se eleito, o candidato precisará envolver o Congresso e o Judiciário nas discussões sobre cortes de gastos. A declaração foi feita durante o 25º Fórum Empresarial do Lide, realizado no Rio de Janeiro.
Marques destacou a criação de um Conselho Superior da República, que será responsável por debater as medidas de contenção de despesas. A coordenadora participou de um painel intitulado “Cenários do Brasil de Hoje: Economia e Mercado”, onde criticou o elevado número de funcionários públicos e sugeriu que muitas funções poderiam ser substituídas por tecnologia.
“Na era da inteligência artificial, quantas carreiras poderão ser substituídas, operacionais e administrativas, promovendo uma reforma administrativa digital, enxugando o contingente atual de 12 milhões de servidores, que custam a nós, pagadores de impostos, R$ 450 bilhões de reais por ano?”, questionou.
Rebatendo acusações de extremismo
Marques também se posicionou contra a ideia de que Flávio Bolsonaro representaria uma candidatura extremada. Em resposta a João Doria, que expressou o desejo de ter uma alternativa que não fosse dos extremos ideológicos, ela afirmou: “Não me vejo em uma candidatura extremada”.
Proposta de PEC para cortes
Após o painel, Daniella Marques comentou sobre a possibilidade de enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para implementar cortes de gastos públicos. No entanto, não foram revelados detalhes sobre quando essa proposta poderia ser apresentada, especialmente se antes da posse do novo presidente.
Ela ressaltou que a discussão no Conselho da República sobre cortes de gastos deve incluir emendas de congressistas ao orçamento. “A opinião de nós, técnicos, sobre as emendas é irrelevante se o Congresso não estiver na mesa”, concluiu.
Fonte: poder360.com.br