A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma condição neurológica rara, pertencente ao grupo das doenças priônicas, que afeta o cérebro e ocorre em cerca de um a dois casos por milhão de pessoas ao ano. Ao contrário de muitas doenças infecciosas, a DCJ não é causada por vírus ou bactérias, mas por príons, proteínas que assumem uma forma anormal e induzem outras proteínas a se alterarem, causando danos progressivos às células cerebrais.
O avanço da doença provoca alterações microscópicas no tecido cerebral, que se torna semelhante a uma esponja, caracterizando a DCJ como uma das encefalopatias espongiformes transmissíveis. A forma esporádica da doença, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre sem um desencadeador conhecido, enquanto as formas hereditárias e adquiridas são menos frequentes.
A DCJ avança rapidamente em comparação com outras formas de demência. Os sintomas variam entre os pacientes, mas geralmente incluem:
O diagnóstico é feito com base nos sintomas e em exames como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano. O teste RT-QuIC é uma ferramenta recente que aumenta a precisão do diagnóstico.
Não, a DCJ não é contagiosa. Não há evidências de transmissão por contato cotidiano, como abraços ou beijos. Casos raros de transmissão estão associados a transplantes de tecidos ou uso de materiais contaminados, levando a protocolos especiais nos serviços de saúde.
A ‘doença da vaca louca’ é causada por príons que afetam bovinos. Na década de 1990, foi identificada uma variante da DCJ associada ao consumo de produtos contaminados. Essa variante, que atinge pessoas mais jovens, levou à adoção de controles sanitários rigorosos na produção de carne bovina.
Fonte: infomoney.com.br
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