MBRF enfrenta queda de 5% após atualização do Jpmorgan, mesmo com aumento de preço-alvo

MBRF enfrenta queda de 5% após atualização do Jpmorgan, mesmo com aumento de preço-alvo

Na última segunda-feira (24), a MBRF (MBRF3) registrou uma queda de 5,32% em suas ações, mesmo após o JPMorgan atualizar suas estimativas para a companhia, mantendo uma visão otimista. O movimento ocorreu por volta das 15h30, em meio a um dia de perdas consecutivas.

O banco de investimentos revisou seu preço-alvo para a MBRF, elevando-o de R$ 22,50 para R$ 23,00 por ação, com expectativas encorajadoras para o segundo semestre de 2027. Apesar da queda nas ações, o JPMorgan acredita que as condições de mercado estão se tornando mais favoráveis.

Expectativas para o segundo semestre

Os analistas do JPMorgan projetam uma recuperação nos volumes de alimentos processados ao longo do próximo semestre, além da expectativa de que as margens da National Beef se recuperem. A reabertura da fronteira do México e o fechamento de capacidade produtiva devem contribuir para a expansão da National Beef.

Embora os mercados internacionais ainda apresentem volatilidade, as condições gerais para as margens permanecem favoráveis, segundo o banco.

Perspectivas de margens

Apesar de o segmento internacional de frango enfrentar margens menores, as previsões para 2027 indicam um aumento no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Os economistas estimam que a queda no segmento de frango será compensada pela melhora nas margens de carne bovina nos EUA e por volumes maiores de alimentos processados.

O Ebitda projetado para 2027 é de R$ 13,377 bilhões, superando em 3,7% o consenso do mercado. O JPMorgan acredita que a recuperação das margens da carne bovina não está sendo totalmente considerada pelas estimativas atuais.

Desafios e riscos

Para o Brasil, a previsão é de um aumento nos volumes de alimentos processados, à medida que a empresa recupera a participação de mercado perdida no primeiro trimestre. Além disso, a companhia deve se beneficiar de vendas melhores no varejo de alimentos.

Entretanto, os analistas alertam para o principal risco de baixa, que são os preços das commodities. O fenômeno El Niño pode pressionar a produção de milho, enquanto um real mais fraco pode oferecer um fator positivo.

Fonte: infomoney.com.br

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