A poucos dias do primeiro turno das eleições, o mercado de opções revela diferenças significativas nos preços da incerteza entre BOVA11, Petrobras e Banco do Brasil. Com a volatilidade implícita variando consideravelmente, investidores buscam entender onde o risco está mais caro.
As opções com vencimento em 16 de outubro mostraram, na última sexta-feira (2), uma volatilidade implícita de 39% para BOVA11, 47% para Petrobras e 66% para Banco do Brasil. Essa métrica, que reflete a expectativa de oscilação nos preços dos ativos, indica que quanto maior a volatilidade, mais caro tende a ser o prêmio da opção.
Quanto custa o risco antes da eleição?
Para uma análise mais clara, foram consideradas opções com o mesmo vencimento e strikes próximos dos preços dos ativos. A tabela abaixo resume as volatilidades implícitas das opções:
| Ativo | IV da call | IV da put |
|---|---|---|
| BOVA11 | 39,16% | 39,68% |
| Petrobras | 46,68% | 47,84% |
| Banco do Brasil | 65,99% | 66,57% |
Os dados indicam que BOVA11 apresenta a menor volatilidade, enquanto Banco do Brasil se destaca com a maior. Para Matheus Medeiros, analista da Nomos, essa tendência já era observada anteriormente, com BOVA11 apresentando a menor volatilidade e Banco do Brasil a maior.
Mercado cobra pelo movimento, mas direção segue indefinida
Outro ponto relevante é que as calls e puts estão relativamente próximas em cada ativo. Por exemplo, em BOVA11, a volatilidade da call é de 39,16% e da put é de 39,68%. Essa proximidade sugere que, apesar do mercado estar cobrando pela possibilidade de movimentos maiores, não há uma direção clara para onde esses movimentos devem ocorrer.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, destaca que existe uma expectativa em relação à direção do mercado, mas o risco já está sendo precificado. Ele observa que, em Petrobras e BOVA11, o preço das opções está mais relacionado à volatilidade do que a uma expectativa desequilibrada entre alta e queda.
Petrobras mostra o custo de atravessar a eleição
A análise das opções de Petrobras, que vencem antes e depois do primeiro turno, revela outra camada de complexidade. Durante a semana, as opções próximas do dinheiro mostraram que o custo de atravessar a eleição é elevado, refletindo a incerteza em torno do resultado eleitoral e suas implicações para o setor.
O cenário atual indica que, enquanto BOVA11 e Petrobras apresentam volatilidades moderadas, o Banco do Brasil se destaca como o ativo com maior incerteza, o que pode ser atribuído a fatores específicos do banco, como qualidade do crédito e exposição ao agronegócio.
Fonte: infomoney.com.br