Rodas inspiradas em origami prometem revolucionar a exploração lunar

Rodas inspiradas em origami prometem revolucionar a exploração lunar

Com a Coreia do Sul se preparando para enviar um módulo de pouso à Lua até 2030, pesquisadores estão desenvolvendo um veículo explorador com rodas inovadoras inspiradas em origami, que eles esperam que se junte à missão.

“As rodas são feitas de várias tiras flexíveis que se entrelaçam”, disse à CNN o candidato a doutorado Seong-bin Lee, do Laboratório de Robótica e Mecanismos Aeroespaciais (ARML) do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST).

Ele explicou que a estrutura das rodas imita a de uma ponte de Da Vinci, uma construção autossustentável mantida unida pela gravidade, geometria e fricção. Combinando isso com a capacidade de dobrar objetos, como no origami, o resultado é uma roda de rover implantável e sem ar.

“O ponto-chave do origami é a capacidade de mudar de forma”, acrescentou Lee. Ele e sua equipe, em colaboração com o Laboratório de Exploração Não Tripulada (UEL), uma empresa privada de robótica espacial, dedicaram três anos ao projeto, criando uma roda que pode encolher até 23 centímetros de diâmetro, caber dentro de um módulo lunar e expandir para mais que o dobro desse tamanho ao chegar à Lua.

Dae-Young Lee, professor associado e diretor do ARML no KAIST, supervisionou o projeto. Ele destacou que os mecanismos convencionais de mudança de forma geralmente exigem mais volume, massa e complexidade, além de serem menos confiáveis, o que não é ideal para um veículo explorador no espaço. O sistema de origami, segundo ele, elimina essa complexidade e, ao mesmo tempo, permite o seu desdobramento.

Roda de origami em teste
A roda é composta por tiras metálicas elásticas dispostas em uma configuração espiral que permite sua deformação, mantendo ao mesmo tempo alta resistência.

As rodas são feitas de um aço de alto carbono resistente ao fogo, o que lhes permite dobrar e flexionar com mais facilidade do que as rodas convencionais. Essa tecnologia pode ajudar o veículo explorador a explorar a superfície desafiadora da Lua, resistindo às suas variações extremas de temperatura, que podem ultrapassar 500° Fahrenheit (260° Celsius).

Fonte: cnnbrasil.com.br

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