Os protestos contra a Medida Provisória que proíbe a atuação de casas de apostas no Brasil ganharam força durante a 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Flamengo e Fluminense, que se enfrentaram no Maracanã, destacaram em seus uniformes a frase “Proibir não é proteger”, evidenciando a insatisfação com a decisão do governo.
A ação é parte de uma campanha liderada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que visa contestar a MP promulgada pelo presidente Lula em 25 de setembro. Na rodada anterior, a mesma mensagem já havia sido veiculada em placas publicitárias em nove partidas do campeonato.
Apoio das torcidas e manifestações no estádio
O apoio das torcidas foi notável, com torcedores do Flamengo estendendo faixas na arquibancada. As faixas formavam a mensagem “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF.” A mobilização demonstra a união entre clubes e torcedores em torno da causa.
O Flamengo já havia utilizado a frase “Proibir não é proteger” em um jogo anterior contra o Santos, onde a mensagem ocupou um espaço central na camisa, normalmente reservado ao patrocinador. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, anunciou a ação conjunta entre os clubes, destacando a participação das patrocinadoras máster Superbet e Betano.
Impactos da proibição e a luta por regulamentação
As entidades envolvidas na campanha ressaltam a importância de discutir os impactos da proibição das casas de apostas regulamentadas no Brasil. Em nota, afirmam que a medida pode impulsionar o crescimento de plataformas clandestinas, que operam sem a devida fiscalização e proteção ao apostador.
A luta por uma regulamentação adequada é vista como essencial para garantir a segurança dos apostadores e a integridade do esporte. As entidades buscam chamar a atenção da sociedade e dos legisladores para a necessidade de um debate mais amplo sobre o tema.
Fonte: infomoney.com.br