Plano federal de R$ 102,8 Bilhões para transportes até 2027 promete transformar logística no ES

Plano federal de R$ 102,8 Bilhões para transportes até 2027 promete transformar logística no ES

O Ministério dos Transportes anunciou, em um evento na B3, em São Paulo, a nova carteira de projetos de concessão rodoviária e ferroviária planejada para 2027. O pacote prevê investimentos totais de R$ 102,68 bilhões, distribuídos entre R$ 54,87 bilhões destinados a obras e melhorias (capex) e R$ 47,82 bilhões para custos de operação e manutenção (opex).

Serão realizados 11 leilões no próximo ano, sendo nove baseados em estudos inéditos e dois focados em otimizações contratuais. A nova carteira abrange 2.455,68 km de estradas, incluindo a execução de 569,07 km de duplicações e 550,29 km de faixas adicionais.

Impactos no Espírito Santo

A inclusão do Espírito Santo na carteira de infraestrutura para 2027 é um passo importante para a integração logística do estado com o Sudeste e o Nordeste do Brasil:

  • Corredores Rodoviários Regionais (BR-101 e BR-262): A modelagem de otimizações contratuais e novas concessões visa eliminar gargalos históricos de duplicação e ampliar faixas adicionais, promovendo maior fluidez no escoamento agrícola e industrial em direção aos portos locais.
  • Avanço da EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste): A inclusão de projetos ferroviários para 2027 favorece a conexão entre Santa Leopoldina (ES) e o Porto do Açu (RJ), essencial para a integração entre porto e ferrovia, beneficiando também os portos do Sul do Espírito Santo, como Ubu e Porto Central.

Conectividade nas rodovias e ritmo de concessões

Durante o evento, o ministro dos Transportes, George Santoro, e o ministro das Comunicações, Frederico Filho, apresentaram a nova política de conectividade das rodovias federais, que visa garantir cobertura de sinal de internet e serviços digitais ao longo dos corredores concedidos.

Desde 2023, foram realizados 31 leilões de concessão, um número que representa um aumento significativo em relação à média histórica dos últimos trinta anos.

Desafios com o TCU e metas futuras

Apesar dos avanços, o Ministério reconheceu que algumas metas ambiciosas levaram à postergação de leilões originalmente previstos para 2026. O ministro George Santoro mencionou entraves técnicos e discussões com o Tribunal de Contas da União (TCU) que impactaram a liberação dos editais ferroviários.

Para garantir a viabilidade da carteira de 2027, o Ministério enfatizou a necessidade de diversificar as fontes de financiamento e atrair capital privado para os projetos de infraestrutura no país.

Fonte: eshoje.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE