A recente decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação até as 19 horas em todo o Brasil gerou reações negativas entre os aliados do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A medida, segundo seus apoiadores, pode ser uma tentativa de interferência na eleição.
Os aliados de Flávio acusam a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de buscar anular o pleito, caso o candidato do PL vença. Apesar de terem solicitado o adiamento da votação em alguns estados, como São Paulo e Paraná, a campanha de Flávio critica o pedido feito ao STF.
“Ele [Zanin] está tentando reverter algo que é impossível de reverter. Só vai tumultuar”, declarou o deputado e senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ). O ex-deputado Alexandre Ramagem, considerado foragido da Justiça brasileira, também se manifestou, afirmando que a decisão abre espaço para questionamentos sobre a legitimidade do pleito.
No mesmo evento, Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, expressou sua preocupação sobre a possível vitória de Lula, afirmando que isso não seria reconhecido imediatamente pela comunidade internacional. “Se isso acontecer, ocorreria uma paralisação”, disse.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou, afirmando: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”. Ele ainda insinuou a possibilidade de um novo impeachment no próximo ano.
Lucas Pavanato (PL-SP), o deputado federal mais votado do Brasil, expressou sua preocupação com a decisão de Zanin, questionando se isso não seria uma tentativa de golpe devido à pressão da campanha do PT.
Pablo Marçal (PRTB-SP), figura importante na campanha de Flávio, classificou a decisão de Zanin como um “atentado contra a democracia”, alertando para a narrativa de perdedores que pode ser implantada por meio dessa medida.
Por fim, Van Hattem criticou a ampliação do horário de votação, chamando a decisão de Zanin de um “golpe nas eleições” e anunciou que protocolaria um pedido de impeachment contra o ministro, alegando falta de competência e suspeição devido à sua atuação anterior como advogado de Lula.
Fonte: folhavitoria.com.br