A campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou um novo impulso com a veiculação de um programa publicitário nesta quarta-feira (21.out.2026). O foco da peça é criticar a oposição, especialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto busca atrair eleitores de centro e indecisos para o segundo turno das eleições.
No primeiro bloco do programa, a propaganda faz uma análise crítica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alertando para os riscos da reedição de políticas de austeridade. A peça destaca cortes orçamentários em áreas essenciais, como o programa “Farmácia Popular”, os recursos destinados ao tratamento do câncer e o “Minha Casa, Minha Vida”, além de mencionar vetos ao reajuste da merenda escolar. A narrativa sugere que a contenção de gastos nessas áreas foi utilizada para financiar o “orçamento secreto”.
Convocação à militância e propostas econômicas
A segunda parte do programa muda o tom, convocando a militância e agradecendo aos mais de 53 milhões de votos obtidos na primeira etapa do pleito. O discurso é direcionado a eleitores que optaram por outros candidatos ou que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Para atrair esse público, a propaganda apresenta uma série de propostas econômicas e sociais que visam impactar diretamente o bolso do trabalhador. Entre as promessas estão:
- Desoneração da Cesta Básica: compromisso de zerar impostos sobre itens essenciais, como carne, frango, alimentos e produtos de higiene;
- Jornada de trabalho: defesa do fim da escala 6 X 1, aprovada em outubro pelo Senado, sem redução nos salários;
- Imposto de renda: manutenção de propostas de isenção e ampliação de faixas.
Segurança pública e o debate sobre armamento
O programa também aborda a questão da segurança pública, questionando a flexibilização do acesso ao armamento. A propaganda associa o aumento de armas nas residências a riscos à segurança das famílias. Uma cena simulada mostra um menino admirando seu pai enquanto ele limpa um revólver, que acaba sendo levado para a escola, onde o objeto é disparado.
Além disso, a peça exibe trechos de um vídeo real, onde um menino é filmado em um ato de apoio a Flávio Bolsonaro, segurando um objeto que simula uma arma. O caso gerou controvérsia e foi levado à Justiça pela mãe do menino, que alegou não ter conhecimento do ocorrido até assistir ao vídeo.
Assista ao vídeo da peça publicitária (5min6s):
📷#vídeo Lula: “Não deixe esse pesadelo voltar” – programa eleitoral 5min
👇Assista ao vídeo: https://t.co/pEQCK2eraO
— Poder360 (@Poder360) October 21, 2026
Fonte: poder360.com.br