O ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Felipe Curi, candidato a deputado federal pelo PP, teve sua conta em uma rede social bloqueada após receber uma série de denúncias infundadas. As acusações, que alegavam exploração de menores durante sua campanha, foram desmascaradas, mas não antes de Curi ser afastado da plataforma digital por três dias. A situação se reverteu somente após o candidato recorrer à Justiça contra a decisão da bigtech, que, ao investigar, constatou que as denúncias eram infundadas. Durante esse período, Curi ficou impossibilitado de publicar vídeos curtos ou impulsionar postagens, em conformidade com as regras eleitorais. Este caso é apenas um entre muitos que as bigtechs e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrentam diariamente, revelando uma incapacidade aparente de lidar com a avalanche de denúncias que surgem no ambiente digital.
Retornos inesperados no cenário político
O ciclo político parece se repetir constantemente, trazendo de volta personagens que já foram protagonistas em outras épocas. Roberta Luchsinger, agora identificada como lobista no Palácio e intermediária com Lulinha, filho do presidente, tem um passado que a conecta ao ex-delegado federal Protógenes Queiroz, figura emblemática da Polícia Federal. Protógenes, que já se viu em apuros ao investigar um banqueiro, levantou suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha, revelando um entrelaçamento de interesses que persiste no tempo.
Novos nomes na corrida eleitoral
Entre os novos nomes que surgem na corrida eleitoral, destaca-se Jones Manoel, do PSOL, que, apesar de ser relativamente desconhecido, ocupa a terceira posição no ranking da Quero Apoiar, uma plataforma que monitora doações eleitorais. Até a noite de ontem, Manoel arrecadou R$ 572 mil de 11,6 mil doadores, superando figuras conhecidas como Nikolas Ferreira e José Dirceu, o que indica um potencial crescimento em sua trajetória política.
Conflitos de interesse na política
Cristiane Schmidt, atual presidente da concessionária de gás do Mato Grosso do Sul (MSGÁS), foi convidada a atuar como porta-voz econômica do presidenciável Ronaldo Caiado, do PSD. Com um histórico como ex-conselheira do CADE durante o governo Dilma, sua presença nas agendas de Caiado, tanto dentro quanto fora do estado, levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse, uma vez que sua atuação é vista como uma mistura de funções que pode comprometer a imparcialidade.
Esclarecimentos sobre relações empresariais
Américo Buaiz Filho, em resposta a questionamentos, esclareceu sua participação na Apex Partners, afirmando que sua atuação se dá por meio de uma de suas empresas, com participação societária minoritária, sem envolvimento em funções executivas ou de gestão. Ele também negou qualquer relação com a Carbyne, empresa administrada por Filipe Caldas, embora tenha sido mencionado que ele é genro de Caldas, uma relação que ele contesta, mas que levanta questões sobre a transparência nas relações empresariais.
Saudade de debates históricos
Em tempos em que muitos presidenciáveis evitam debates, o público recorda com nostalgia o histórico debate de 1989, onde os candidatos estavam tão próximos que a tensão era palpável. A falta de espaço e a proximidade física entre os participantes criaram um ambiente de confronto intenso, onde a rivalidade parecia quase palpável, contrastando com a dinâmica atual dos debates eleitorais.
Fonte: eshoje.com.br