Morte de jovem e pecuarista gera conflito de versões em SP

Carta, dinheiro e caminhonete: o confronto de versões sobre morte de jovem por pecuarista no interior de SP

O falecimento do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, apontado como principal suspeito de assassinar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP), trouxe à tona uma série de divergências e relatos cruzados entre os familiares dos envolvidos. O corpo do homem foi localizado em uma área de mata com uma carta escrita à mão e quase R$ 15 mil em espécie nas vestimentas.

As investigações e o sumiço de valores O boletim de ocorrência aponta que o item manuscrito estava acompanhado de uma munição de calibre .38 intacta, embora nenhuma arma de fogo tenha sido apreendida junto aos pertensos. O teor do documento e a real causa do óbito ainda não foram oficialmente esclarecidos pelas autoridades policiais.

A defesa da família do pecuarista levantou questionamentos sobre o desaparecimento de cerca de R$ 100 mil e contestou trechos dos depoimentos prestados pelo atual namorado e por testemunhas do crime. Em contrapartida, o representante legal dos parentes de Priscila pontuou que o montante citado não consta nos registros oficiais e acusou a outra parte de tentar desmerecer a vítima.

Disputa sobre o relacionamento e a caminhonete Os relatos sobre a dinâmica do casal e o veículo pivô da confusão também apresentam contradições. Priscila havia se deslocado até Rifaina na companhia do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete pertencente a Bolelli. Na data, a jovem acabou baleada nas proximidades da Rodovia Cândido Portinari.

Enquanto os parentes da vítima sustentam que o relacionamento já havia chegado ao fim e que ela sofria perseguições, a defesa do pecuarista afirma que ambos mantinham contato próximo, realizaram viagens recentes e chegaram a orçar um veículo dias antes do ocorrido.

Próximos passos da apuração policial Com o falecimento do principal investigado, a punibilidade penal é extinta, mas a Polícia Civil continua o trabalho para determinar se houve participação de terceiros na ação. A família da vítima reforça o pedido por justiça e pela preservação da memória de Priscila, enquanto os advogados de ambos os lados seguem analisando os documentos juntados ao inquérito.

Fonte: G1 Geral

Mais recentes

PUBLICIDADE