A combinação da queda na produção de carne bovina nos Estados Unidos e o aumento da classe média na China cria um ambiente propício para as exportações brasileiras de proteína animal nos próximos anos. A análise foi feita por Cleber Soares, secretário-executivo do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), durante o Outlook Forum, evento anual promovido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
exportação: cenário e impactos
Soares destacou que os Estados Unidos enfrentam um declínio na produção de carne bovina, refletido na diminuição do rebanho e no envelhecimento dos produtores rurais. “Os próprios americanos reconhecem que há um declínio natural da produção de alimentos, especialmente de carne bovina”, afirmou.
Expectativa de aumento nas importações americanas
Na visão de Soares, essa mudança estrutural resultará em uma maior necessidade dos Estados Unidos de importar carne bovina, beneficiando países exportadores como o Brasil. Ele mencionou que, neste ano, as compras americanas de carne brasileira superaram as expectativas iniciais, que eram de cerca de 280 mil toneladas para 2026, já alcançando aproximadamente 320 mil toneladas no primeiro semestre.
Expansão da classe média na China
Outro aspecto importante é a crescente classe média na China, que atualmente conta com cerca de 400 milhões de pessoas e pode chegar a 700 milhões até 2032. Segundo Soares, o aumento da renda na China está diretamente relacionado ao aumento do consumo de proteína animal, especialmente carne bovina. “Poucos alimentos têm uma relação tão direta entre crescimento da renda e aumento do consumo quanto a carne bovina”, ressaltou.
Perspectivas para o mercado global
O secretário enfatizou que a expansão da demanda global por carne bovina representa um potencial significativo para os exportadores brasileiros. O crescimento da classe média na China impulsionará ainda mais essa demanda, refletindo um cenário otimista para as exportações de carne brasileira nos próximos anos.
Com essas tendências, o Brasil se posiciona como um jogador estratégico no mercado global de carne, aproveitando as oportunidades criadas pela dinâmica internacional.
Fonte: cnnbrasil.com.br