A Conmebol anunciou nesta terça-feira (14) que não implementará a lei Vini Jr., a qual prevê a expulsão de jogadores que cobrem a boca ao se dirigirem a adversários durante as partidas. A decisão ocorre em meio a uma revisão das regras que será feita após a pausa para a Copa do Mundo.
A entidade sul-americana informou que, a partir do retorno das competições, acatará as novas diretrizes da IFAB. A Copa Sul-Americana recomeça no dia 21 de julho, enquanto as oitavas de final da Libertadores estão marcadas para iniciar em 11 de agosto.
Embora a lei Vini Jr. tenha sido proposta, a Conmebol optou por não adotá-la, seguindo a decisão da Uefa, que também decidiu não aplicá-la nas competições europeias. Em comunicado oficial, a Conmebol afirmou: “Decidimos não implementar a disposição opcional prevista pela IFAB que contempla a expulsão de jogadores que cobrem a boca ao se comunicarem com um adversário durante uma partida.”
Essa norma foi criada em abril, em resposta a um incidente envolvendo Vini Jr. na Champions League. O atacante brasileiro do Real Madrid acusou o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de racismo. Durante a partida, Prestianni cobriu a boca ao falar, dificultando a leitura labial e a interpretação do que foi dito.
A IFAB, que regula as regras do futebol, determinou que qualquer jogador que cubra a boca ao provocar um adversário deve ser expulso diretamente. A nova regra já foi aplicada duas vezes na Copa do Mundo, sendo a primeira ocorrência no jogo entre Paraguai e Turquia, onde Almirón foi expulso por uma infração semelhante. A segunda aplicação aconteceu no confronto entre México e Equador, resultando na expulsão de Hincapié.
É importante ressaltar que a regra não se aplica a todas as situações em que um jogador cobre a boca. No jogo entre Inglaterra e Gana, por exemplo, Bellingham tapou a boca ao falar com Jordan Ayew, mas o lance não foi verificado pelo VAR, pois não se tratava de provocação ou discriminação.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a expulsão em casos de provocações. Em março, ele declarou que, se um jogador cobre a boca para proferir ofensas racistas, deve ser expulso. “Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, então ele tem de, obviamente, ser expulso,” afirmou Infantino em entrevista à Sky News.
Fonte: eshoje.com.br