O candidato ao Governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), apresentou à Justiça Eleitoral um aumento significativo em seu patrimônio, que cresceu 62,6% em comparação ao declarado na última eleição de 2022. O ex-prefeito de Belo Horizonte agora registra um total de R$ 5.941.176,84, um acréscimo de R$ 2.288.355,96 em relação aos R$ 3.652.820,88 informados anteriormente.
Entre os ativos, Kalil declarou R$ 1.420.459,22 investidos em um banco americano, o Delta National Bank and Trust Company, o que equivale a aproximadamente US$ 270.739,53. Este valor representa cerca de 23,91% do seu patrimônio total. É importante notar que esses valores não foram mencionados em suas declarações durante suas campanhas para a prefeitura em 2016 e 2020.
Histórico de dívidas trabalhistas
Apesar do crescimento patrimonial, Kalil enfrenta um histórico de dívidas trabalhistas associadas a empresas de sua família. Em 2019, enquanto ainda era prefeito, a 2ª Vara Cível do TJMG determinou a penhora de 20% de seu salário para quitar dívidas trabalhistas relacionadas à Erkal Engenharia.
Na época, Kalil recorreu à decisão, alegando que já possuía bens penhorados como garantia. Em 2022, ao se candidatar ao governo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais listava 125 processos trabalhistas contra suas empresas, a Erkal Engenharia Ltda e a Fergikal Ltda, por questões como atraso de salários e não recolhimento de FGTS.
Repercussão e contexto eleitoral
A situação de Kalil levanta questões sobre a transparência de seus ativos e a gestão de suas obrigações trabalhistas. A CNN tentou contato com a equipe do candidato para esclarecer a situação das dívidas, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para comentários.
Este crescimento patrimonial, em meio a um cenário de dívidas, pode influenciar a percepção do eleitorado sobre a capacidade de Kalil em gerir recursos públicos, especialmente considerando seu histórico como gestor municipal.
Com informações da Itatiaia.
Fonte: cnnbrasil.com.br