A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 2,61% em junho de 2026, alcançando R$ 9,268 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O crescimento, que representa uma alta nominal de R$ 235,7 bilhões em relação ao mês anterior, é resultado de uma combinação de emissão líquida e apropriação de juros.
O estoque da dívida subiu de R$ 9,033 trilhões em maio para R$ 9,268 trilhões no final de junho, refletindo um aumento acumulado de R$ 633,3 bilhões (7,33%) no ano de 2026.
Composição da dívida pública federal
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu de R$ 8,692 trilhões para R$ 8,921 trilhões, representando um aumento de 2,63%. Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) também teve um crescimento, encerrando o mês em R$ 347,7 bilhões (US$ 67,17 bilhões).
Segundo o Tesouro, o aumento da DPMFi se deve à emissão líquida de R$ 143,35 bilhões e à apropriação de juros de R$ 85,16 bilhões.
Emissões e resgates realizados
No mês de junho, o Tesouro Nacional emitiu R$ 149,59 bilhões em títulos, enquanto os resgates totalizaram R$ 7,33 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 142,25 bilhões.
Na DPMFi, os valores emitidos foram:
- R$ 102,57 bilhões – títulos indexados à taxa Selic (68,61%);
- R$ 35,46 bilhões – títulos prefixados (23,72%);
- R$ 11,42 bilhões – papéis corrigidos pela inflação (7,64%).
Prazo e perfil da dívida
O prazo médio da DPF diminuiu de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho. A parcela da dívida com vencimento em até 12 meses também apresentou recuo, passando de 20,26% para 20,07%, mantendo-se dentro da faixa estipulada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026.
Composição dos títulos da dívida
A participação dos papéis indexados à taxa Selic subiu para 49,32% do total da dívida. Os títulos prefixados agora representam 21,04%, enquanto os papéis corrigidos pela inflação correspondem a 25,90%. Os títulos atrelados ao câmbio mantêm uma participação de 3,74%.
Detentores da dívida pública
As instituições financeiras continuam a ser as principais detentoras da DPMFi, com 31,8% do estoque. Os fundos de previdência e os fundos de investimento seguem na sequência, com participações de 22,5% e 22,0%, respectivamente.
Em junho, o estoque em posse das instituições financeiras cresceu R$ 92,1 bilhões, enquanto o dos investidores não residentes aumentou R$ 6,9 bilhões.
Projeções do plano anual de financiamento
No Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, o Tesouro Nacional projeta que a Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Para alcançar essa meta, busca manter o prazo médio entre 3,8 e 4,2 anos, limitar a parcela vincenda em 12 meses entre 18% e 22% e preservar a participação dos títulos indexados à Selic entre 46% e 50% do total da dívida.
O que é a dívida pública federal?
A Dívida Pública Federal é composta pelos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar as necessidades de caixa do governo federal e administrar o endividamento da União, englobando tanto as dívidas interna quanto externa.
Fonte: poder360.com.br