A disputa pelo Palácio Anchieta continua em aberto, com a pesquisa do Instituto Perfil, divulgada por ES Hoje, revelando que o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), mantém a liderança, mas enfrenta uma crescente pressão do governador Ricardo Ferraço (MDB).
No cenário principal, Pazolini aparece com 29,33% das intenções de voto, enquanto Ferraço segue logo atrás com 22,33%. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) vem em terceiro, com 14,22%, seguido pelo senador Magno Malta (PL) com 8,44% e o deputado federal Helder Salomão (PT) com 7,67%. O levantamento ainda aponta 9,22% de indecisos e 4,33% de votos brancos e nulos.
Quando o cenário é ajustado, retirando Magno Malta da disputa, Pazolini sobe para 32,06%, e Ferraço alcança 24,28%, mantendo a diferença proporcional. O dado mais relevante, no entanto, é a simulação de segundo turno, onde Pazolini registra 38,94% e Ferraço 36,28%, configurando um empate técnico e uma disputa totalmente aberta.
A análise política revela que, mesmo afastado da Prefeitura de Vitória, Pazolini mantém um eleitorado fiel. Por outro lado, Ferraço, que está há pouco mais de 100 dias no governo, conseguiu reduzir rapidamente a diferença para o principal adversário, demonstrando potencial de crescimento ao assumir a liderança da máquina estatal.
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Bolsonarismo e a presença de Pazolini
Embora o cenário estadual esteja equilibrado, fatores externos podem influenciar a disputa. Se a eleição presidencial apontar para uma maior busca por mudança em relação ao governo atual, Pazolini, como oposição, pode se beneficiar, fortalecendo ainda mais sua posição.
No último sábado (18), Pazolini participou da convenção estadual do PL, onde esteve presente o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), pré-candidato à presidência. A presença de Pazolini foi destacada pelo consultor político Oziel Andrade, que afirmou que o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, declarou que o republicano é o pré-candidato do grupo ao governo.
A sintonia entre os presentes foi evidente. Pazolini usava uma camisa amarela da Seleção Brasileira, enquanto Flávio também estava vestido na mesma cor, com uma mensagem de otimismo para o Brasil.
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Desafios e rejeição
Contudo, a aliança entre Republicanos e PL traz um desafio: a associação com um político de alta rejeição. Magno Malta (PL) apresenta 36,89% de rejeição, o maior índice entre os candidatos ao governo. Embora ele não esteja na disputa, essa rejeição deve ser considerada na estratégia de Pazolini.
Esse dado é crucial quando analisamos o perfil ideológico do eleitor capixaba. A maior parte dos entrevistados (42,06%) não se identifica nem com a esquerda nem com a direita, enquanto 12,61% se declaram de direita e bolsonaristas, e 11,61% se identificam como direita, mas não bolsonaristas.
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Eleitorado diversificado
Portanto, existe um grande eleitorado de centro e uma significativa quantidade de eleitores conservadores que não necessariamente se alinham ao bolsonarismo associado a Magno Malta. Gerenciar essa diversidade será um dos principais desafios da campanha de Pazolini.
A força da estrutura governamental
Enquanto Pazolini mantém a liderança, Ricardo Ferraço aposta na força da estrutura governamental e na aliança estabelecida pelo atual governador Renato Casagrande (PSB). O governador lidera as intenções de voto em diversas simulações para o Senado, alcançando índices que variam entre 35,94% e 40,89%, consolidando sua posição como um candidato forte.
Esse desempenho ressalta o capital político de Casagrande, que pode ser transferido para Ferraço durante a campanha.
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Incógnitas e movimentações no Senado
A grande incógnita é a capacidade de Ferraço em transferir esse capital eleitoral. Até o momento, a pesquisa indica que essa transferência ainda não ocorreu de forma significativa. Caso parte do eleitorado migre para o atual governador durante a campanha, o equilíbrio atual poderá ser alterado.
Além disso, a corrida para o Senado também apresenta movimentações importantes. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) continua competitivo, enquanto a ex-senadora Rose de Freitas (MDB) surge como uma candidata promissora, mesmo com uma movimentação política mais recente. A disputa pelo Senado tende a ser muito mais fragmentada, com vários nomes tradicionais e novas apostas no cenário capixaba.
Fonte: eshoje.com.br