O presidente do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (17.jul.2026), negando qualquer influência na destinação de emendas parlamentares durante sua gestão à frente do partido. Sua declaração surge em resposta a comentários de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que sugeriu que dirigentes partidários com representação no Congresso têm papel ativo nesse processo.
Durante uma entrevista à GloboNews na terça-feira (14.jul.2026), Costa Neto afirmou que é “lógico” que ele interfere na destinação das emendas, uma vez que a função do presidente é cuidar do partido. Essa afirmação provocou reações, levando o ministro do STF, Flávio Dino, a convocar 21 presidentes de partidos para esclarecerem suas posições sobre a destinação de emendas em um prazo de dez dias úteis. Kassab foi o primeiro a apresentar sua petição.
No documento enviado ao STF, Kassab enfatizou que, ao longo da existência do PSD, nunca houve menção sobre sua influência na destinação de emendas. Ele afirmou que a presidência do partido não interferiu ou participou de deliberações relacionadas a esse assunto.
Ministro determina bloqueio de bens de Valdemar
No dia 6 de julho, Flávio Dino tomou a decisão de suspender emendas parlamentares e bloquear R$ 119 milhões das contas de Valdemar Costa Neto, com base em investigações da Operação Transparência, realizada pela Polícia Federal. A operação revelou indícios de um esquema irregular de direcionamento de verbas públicas, incluindo mensagens e planilhas que sugerem a participação de Costa Neto na destinação de recursos, mesmo sem estar em mandato eletivo.
Além do bloqueio de bens, a medida cautelar impôs a interrupção imediata de todos os pagamentos relacionados às emendas em questão. A defesa de Valdemar Costa Neto, por sua vez, negou qualquer irregularidade e criticou a decisão de Dino, considerando-a prematura, especialmente em um período eleitoral.
Fonte: poder360.com.br