Erika Hilton solicita investigação da PF sobre postagens ofensivas após morte de jovem em rope jump

se tratar de condutas praticadas em ambiente digital. O Poder360 entrou em conta

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) acionou a Polícia Federal nesta segunda-feira (15.jun.2026), pedindo a abertura de uma investigação sobre publicações na rede social X que comentaram a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), no último sábado (13.jun).

Hilton relatou que usuários da plataforma compartilharam mensagens que faziam referência à necrofilia e à violência sexual após a divulgação da morte da jovem. Para a deputada, esse conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e pode configurar crimes previstos na legislação brasileira.

A congressista argumenta que as postagens contribuíram para a disseminação de discursos misóginos e para a normalização da violência sexual. Ela solicita a identificação dos autores das mensagens e a adoção de medidas para eventual responsabilização criminal, considerando que as publicações podem configurar apologia ao crime e vilipêndio a cadáver.

Erika Hilton defende que a Polícia Federal tem competência para investigar, visto que as condutas ocorreram em ambiente digital.

Poder360 tentou contato com a deputada para solicitar a íntegra do documento enviado à PF, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

O Poder360 também questionou a PF sobre o recebimento do pedido, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Repercussão do acidente

O pedido de investigação foi apresentado dois dias após a morte de Maria Eduarda, que ocorreu durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

Informações divulgadas pela prefeitura, com base em relatos da Polícia Militar, indicam que a jovem não estava presa à corda de segurança. A SPU (Secretaria de Patrimônio da União) informou que a empresa responsável não tinha autorização para realizar esse tipo de atividade.

Equipes do Samu foram acionadas, mas a vítima faleceu no local. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), enquanto a Polícia Civil iniciou a apuração das circunstâncias do acidente. Seis pessoas ligadas à organização da atividade foram conduzidas para prestar esclarecimentos após a morte da jovem.

Prefeitura responsabiliza União

A Prefeitura de Limeira anunciou, em nota, que pretende ingressar com uma ação judicial contra o governo federal. A administração municipal afirma que a Ponte do Esqueleto está situada em área sob responsabilidade da União e que já havia alertado órgãos federais sobre a necessidade de medidas de segurança no local.

Segundo o prefeito Murilo Félix, a discussão abrange não apenas as circunstâncias do acidente, mas também a falta de controle de acesso a uma área considerada de risco. A prefeitura informou que continuará colaborando com as investigações e prestando apoio à família da vítima.

Fonte: poder360.com.br

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