A nota destaca que o diretório poderá se opor à indicação de Zema como candidato do partido ao Planalto, caso não ocorra uma “mudança drástica e imediata” na equipe de comunicação da campanha. Segundo Zattar, a atual situação política exige esforços concentrados na união da direita brasileira em torno de um objetivo maior: construir uma alternativa forte para derrotar o PT nas eleições de 2026.
A decisão de desconvidar Zema ocorreu após críticas feitas por ele ao envolvimento do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista ao canal Brasil Paralelo, Zema questionou: “Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil?”. Essas declarações, feitas na última sexta-feira, 12, geraram repercussão negativa entre os apoiadores da família Bolsonaro.
As críticas de Zema referem-se a áudios vazados pelo Intercept, onde Flávio Bolsonaro é ouvido pedindo dinheiro a Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio se defendeu, afirmando que o contato foi estritamente relacionado ao filme e que não houve irregularidades.
Após a divulgação dos áudios, Zema já havia se manifestado, chamando o caso de “imperdoável”, mas posteriormente amenizou suas declarações, classificando o episódio como uma “página virada”. A nova crítica, no entanto, reacendeu tensões entre Zema e a família Bolsonaro.
No sábado, 13, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais para defender seu irmão e sugerir um rompimento total com o Partido Novo. Ele questionou a relevância de Vorcaro em 2024 e insinuou que Zema criticava Flávio por ambição pessoal. Eduardo concluiu: “Por mim, rompia geral com o Partido Novo”.
A reportagem buscou um posicionamento da campanha de Zema sobre o desconvite, mas não obteve resposta até o fechamento deste artigo. A situação evidencia as divisões internas e as tensões que permeiam o cenário político atual, especialmente entre os partidos da direita brasileira.
Fonte: infomoney.com.br
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