Na tarde desta segunda-feira (11), uma explosão devastadora na região do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, resultou na morte de um homem de 45 anos, conforme confirmado pelo Corpo de Bombeiros. O incidente ocorreu por volta das 16h10 na rua Doutor Benedito de Moraes Leme, danificando várias residências e deixando outras pessoas feridas.
A capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que as equipes estão em busca de uma possível segunda vítima, que ainda não foi confirmada. “Infelizmente, ele foi encontrado sem vida. O médico atestou o óbito ali no local e ele já foi retirado dos escombros. Agora as buscas permanecem para uma possível segunda vítima que não está confirmada ainda”, declarou.
Busca por desaparecido e esforços de resgate
As operações de resgate continuam, com reforço de cães farejadores, para garantir que não haja mais vítimas sob os escombros. “As equipes só sairão dali quando tivermos certeza de que não há mais vítimas”, afirmou Burunsizian, destacando a seriedade da situação.
Causas da explosão e danos materiais
A explosão pode ter sido provocada por problemas em uma tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP). De acordo com a Sabesp, a companhia estava realizando uma obra de remanejamento de tubulação de água na área, em coordenação com a concessionária de gás. Durante os trabalhos, uma rede de gás foi atingida, levando à explosão que causou danos significativos em pelo menos dez residências.
Três pessoas ficaram feridas, incluindo um funcionário da Sabesp, que estava no local devido à obra. A companhia confirmou que o incidente está sendo investigado e que a prioridade é prestar apoio às vítimas e moradores afetados.
Histórico de acidentes e medidas de segurança
Este trágico evento marca a terceira morte relacionada a acidentes envolvendo a Sabesp em menos de um ano. Em setembro do ano passado, uma mulher morreu em Mauá após uma tubulação cair sobre sua casa, e em março deste ano, um reservatório em construção se rompeu, resultando em outra fatalidade.
A Sabesp, privatizada em julho de 2024, enfrenta crescente escrutínio sobre suas práticas de segurança e gestão de obras. A companhia se comprometeu a colaborar com as investigações e a implementar medidas para evitar futuros incidentes.
O forte odor de gás na região antes da explosão levantou preocupações sobre a segurança das operações realizadas por empresas de serviços públicos. A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) também foi acionada após relatos de um vazamento de gás na área, mas afirmou que não estava realizando manutenção no local no momento da explosão.
As investigações sobre as causas da explosão continuam, com as autoridades buscando esclarecer as circunstâncias que levaram a este trágico incidente.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br