Geraldo Magela / Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se depara com dificuldades para registrar sua candidatura à Presidência da República, após ter sua filiação ao Partido Missão registrada no cadastro da Justiça Eleitoral. A mudança foi oficializada na quarta-feira (12), a apenas dois dias do prazo final para os pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme o histórico de filiações disponibilizado pelo TSE, Flávio foi desfiliado do Partido Liberal (PL) na mesma data em que sua nova filiação ao Missão foi registrada. A certidão de filiação partidária disponível no site do TSE revela que o senador esteve vinculado ao PL entre 8 de dezembro de 2021 e 12 de agosto deste ano, sendo que a responsabilidade pelos dados de filiação é atribuída aos próprios partidos políticos.
A regularidade de filiação partidária é aferida com base em lançamento feito sob responsabilidade do partido político.
Certidão emitida pelo TSE
Denúncias de fraude na filiação
Membros da campanha do PL alegam que a filiação ao Missão foi realizada de forma fraudulenta. Segundo essa versão, a alteração no cadastro teria ocorrido às 23h17 da quarta-feira. A campanha solicita a abertura de um inquérito para investigar a suposta fraude, com uma fonte indicando que ainda não está claro como a mudança foi efetuada, apesar das medidas de segurança do sistema eleitoral.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), revelou que uma equipe jurídica está em contato com o TSE, buscando regularizar a situação antes do prazo final para o registro.
Prazo crítico para registros
Flávio pretendia confirmar sua candidatura nesta quinta-feira (13). De acordo com o TSE, os partidos têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar os pedidos de registro. No caso da Presidência da República, o pedido deve ser feito diretamente ao tribunal. O Partido Missão já lançou Renan Santos ao cargo e oficializou sua candidatura.
Enquanto Flávio permanecer vinculado ao Missão, ele ficará impossibilitado de registrar seu nome na disputa presidencial. Até o momento da publicação desta reportagem, seis candidaturas haviam sido registradas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).
*Com informações dos Portais R7 e Uol.
Fonte: folhavitoria.com.br